Austrália: Preparativos para uma viagem perfeita pelo Outback

Desde quando tinha dez anos, um dos meus sonhos era ir para a Austrália e cruzar o Outback no meu próprio carro. Não me lembro mais exatamente o porquê e como eu comecei, mas essa ideia estava sempre na minha cabeça… Eu ainda não acredito que finalmente realizei esse sonho! Viajei por duas semanas no Outback e foi uma experiência épica que eu faria novamente se alguém me chamasse para ir. Amei cada minuto dessa viagem. Eu tive que planejar algumas coisas antes de ir e quero compartilhar minha experiência com você aqui:

Meu carro, Howi, no deserto que mais parece uma pintura
Meu carro, Howi, no deserto que mais parece uma pintura

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Viagem de carro no Chile – Dicas, Custos e Roteiro de 10 dias por Pucón, região dos Lagos e Isla de Chiloé

Nosso roteiro de 20 dias no Chile incluiu uma viagem de carro durante 10 dias, saindo e retornando a Santiago, que incluiu Pucón, região dos Lagos Andinos, Isla de Chiloé e uma parada de uma noite em Valdívia. Foram mais de 3 mil km de viagem por paisagens espetaculares. O Chile é um ótimo país para viajar de carro, seguro e com uma boa infra-estrutura.

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Viajando pela Austrália e Nova Zelândia – de carro ou caravan?

Viajei por 3.500km na Nova Zelândia na ilha do Sul em 2016/2017 e mais ou menos a mesma quilometragem pela ilha do Norte em 2011. Na Austrália, eu ainda estou viajando neste momento e estive na estrada por mais de 5.000km e ainda farei mais! Eu amo viajar de carro e conhecer o país da minha forma e com minhas próprias quatro rodas. Antes de ir para Austrália e Nova Zelândia, eu me fiz a mesma pergunta que você provavelmente está se fazendo agora: Eu devo alugar/comprar um carro ou caravan? Ambas opções tem seus lados positivos e negativos. Aqui estão alguns pontos que eu considerei para decidir por uma das opções: Continuar lendo Viajando pela Austrália e Nova Zelândia – de carro ou caravan?


Viagem de carro do Rio Grande do Norte à Bahia: nosso roteiro, hospedagens, principais custos

A primeira viagem da minha vida, ou pelo menos, a primeira da qual eu tenho lembrança, foi por volta dos 4 ou 5 anos, de carro, de Natal até Salvador. Fomos meus pais, minha irmã e meu irmão, minha vó paterna e eu (naquele tempo não tinha tantas regras de trânsito! hehe). Todo mundo em um Uno. E vocês não imaginam o tanto de coisa que meus pais trouxeram na volta: tinha de carranca, berimbau a conjunto de jarros de cerâmica (isso do que me lembro), só Deus sabe como coube tudo no carro! haha

Mapa do nosso roteiro. Não estão contabilizados os trechos da Chapada Diamantina
Mapa do nosso roteiro. Não estão contabilizados os trechos da Chapada Diamantina

Já fazia alguns anos que queria refazer essa viagem de carro do Rio Grande do Norte à Bahia, não exatamente a mesma rota, até porque não podia me lembrar de tudo, mas visitando alguns destinos que há muitos anos estavam na minha “wish list”: Chapada Diamantina, Cânions do São Francisco, Morro de São Paulo, Ilha de Boipeba, entre outros. O plano era o seguinte: íamos apenas Fred e eu, dia 26 de dezembro e voltaríamos dia 13 de janeiro. Meu pai já tinha dito várias vezes que queria ir, mas pensava que era brincadeira dele e que ele não poderia por ser mês de dezembro e janeiro (como ele é guia de turismo, é a época que ele trabalha mais), por serem muitos dias e, também, porque íamos fazer muitas trilhas.

Saímos, então, dia 26, somente Fred e eu. Nos despedimos de todos, desejamos feliz Ano Novo, combinei com minha prima de Recife, que iria dormir naquela noite na casa dela. Mais ou menos 1h30 de viagem, quando chegamos no quilômetro zero da BR 101 na Paraíba, o carro simplesmente, acendeu a luz de motor e parou de funcionar. =(

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Viagem de carro pelas cidades históricas de Minas: Tiradentes, São João del Rei e Congonhas

Se Minas Gerais fosse um país, considerando a sua área geográfica, seria a França. Aliás, o estado brasileiro é até um pouquinho maior que o país europeu. Mas, tal qual a França, viajar por Minas é encher os olhos com tantas belezas naturais e, principalmente, com seu rico patrimônio histórico e cultural. Sem falar que Minas é um dos melhores estados para comer e beber. Onde quero chegar com esse “nariz de cera” é que é impossível conhecer tudo o que se quer em uma única viagem a Minas. Então, a difícil missão é escolher quais cidades visitar. Da primeira vez, visitei Belo Horizonte, Ouro Preto, Mariana e o Inhotim. Desta vez, quando fomos participar do Encontro da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem, em BH, aproveitamos para fazer uma viagem de carro pelas cidades históricas de Tiradentes, São João del Rei e Congonhas, que fazem parte da Estrada Real. Fizemos a viagem em 3 dias, partindo de BH.

Tiradentes, Minas Gerais
Tiradentes, Minas Gerais

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Croácia: roteiro para 10 dias e dicas para viajar de carro

A Croácia parece que caiu no gosto dos brasileiros e não é para menos. É um país lindo, com parques nacionais incríveis, belas praias e cidades medievais; pequeno, sendo possível viajar de Norte a Sul em poucos dias; barato, se comparado com outros países europeus, tem um povo acolhedor e, não está entre os países com alto risco de atentados terroristas, inclusive, o país entrou no nosso roteiro depois que desistimos da Turquia.

Viajamos pela Croácia por 10 dias, durante os meses de junho e julho deste ano, e fizemos a maior parte do roteiro de carro. Neste post, compartilho o nosso roteiro e as dicas para fazer uma road trip pelo país.

Praia em Hvar
Praia em Hvar

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Como chegar

Como estávamos em uma viagem de um mês pela Europa, que incluiu ainda Alemanha, Áustria, Hungria e República Tcheca, nós chegamos pela capital Zagreb de ônibus, vindos de Viena, e deixamos o país também de ônibus, saindo de Zagreb para Budapeste.

Para quem chega de avião pela Croácia, acho que duas opções são mais viáveis, o aeroporto da capital, Zagreb, ao Norte, ou o aeroporto de Dubrovnick, que fica no Sul do país. Chegando em um desses aeroportos, é possível fazer um bom ponto de partida para conhecer o país.

Além de ônibus e avião, também é possível viajar para a Croácia de trem, saindo de vários países da Europa.

Normalmente, eu uso o site Rome2Rio para saber quais os meios de transportes, empresas e melhor custo benefício para fazer a viagem.

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Informações importantes:

– Nome oficial: Republika Hrvatska (por isso, você irá ler em muitos lugares a palavra Hrvatska e também as siglas dos sites do país e das placas de carro são HR).

– Moeda: Kuna Croata (Veja a cotação atual para Real e para Euro).

– Fuso horário: UTC+01:00 (4 horas a mais que o Brasil em horário normal e 5 horas a mais, durante o horário de verão).

– A Croácia faz parte da União Europeia desde 2013. Portanto, seguem as mesmas regras. Brasileiros não precisam de visto para entrar no país e permanecer por até 90 dias. Mas é necessário ter passaporte com validade superior a 3 meses e pelo menos uma página para o carimbo de entrada. Não é necessária nenhuma vacina.

– Clima: apesar de ser um país pequeno, o clima na Croácia depende muito da região, pois há áreas muito montanhosas, outras no litoral. Então, é bom pesquisar e acompanhar o clima para o período em que pretende realizar a viagem: http://www.accuweather.com/en/hr/croatia-weather

– Língua oficial: Croata. Mas a maioria das pessoas fala inglês. As placas nas estradas e de informações turísticas nas cidades também estão escritas em inglês.

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Roteiro

Mapa com nosso roteiro pela Croácia
Mapa com nosso roteiro pela Croácia

Viajamos pela Croácia por 10 dias e o nosso roteiro foi o seguinte:

– Zagreb (2 noites – chegamos à cidade a noite / 1 dia);

A distância entre Zagreb e os Lagos Plitvice é de 130 km.

– Lagos Plitvice (passamos o dia no caminho entre Zagreb e Zadar);

A distância entre os Lagos Plitvice e Zadar é de 118 km.

Lagos Plitvice
Lagos Plitvice

– Zadar (2 noites / 1 dia);

A distância entre Zadar e Hvar é de pelo menos 210 km, mas é preciso pegar balsa em Split ou Drvenik. Nós fizemos um trecho maior e pegamos a balsa em Drvenik, que sai bem mais barata do que a balsa de Split.

– Hvar (3 noites / 3 dias);

A distância entre Hvar e Dubrovnik é 186 km, mas é preciso cruzar a fronteira com a Bósnia.

– Dubrovnik (2 noites / 2 dias);

A distância entre Dubrovnik e Split é de 229 km, mas é preciso cruzar a fronteira com a Bósnia.

– Split (1 noite / 1dia);

A distância entre Split e o Krka é de 86,7 km.

– Parque Nacional Krka (1 dia – visitamos na volta entre Slipt e Zagreb).

A distância entre o Krka e Zagreb é de 328 km.

Considero que a quantidade de dias foi suficiente para ter uma boa ideia do país e fiquei bastante satisfeita com a escolha das cidades. Claro que para quem tem mais tempo há outros lugares incríveis para conhecer no país. Mas quem tem menos tempo, terá que abrir mão de alguns desses destinos. Levem em consideração as distâncias entre as cidades, por exemplo, apesar de Split ficar entre Zadar e Hvar, deixamos para o final para não viajarmos direto de Dubrovnik para Zagreb, o que seriam 600km.

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Hospedagem

Na Croácia, o tipo de hospedagem que encontramos o melhor custo-benefício foi a hospedagem domiciliar ou bed and breakfast. A maioria delas é apresentada em sites de reservas como “apartamentos” e são quartos privativos com banheiro e, muitas vezes, o café da manhã não está incluído.

O que mais gostei nesse tipo de hospedagem na Croácia é que os anfitriões (os donos dos apartamentos) são bastante hospitaleiros, dão informações, conversam bastante. Apenas em Zagreb, nos hospedamos em hostel.

Dependendo da estação em que for viajar é importante fazer a reserva com antecedência. Como fomos no verão, que é altíssima estação, fizemos todas as reservas com 3 meses de antecipação com “cancelamento grátis”. Assim, se tivéssemos algum problema, poderíamos alterar a reserva.

Veja onde nos hospedamos em cada cidade:

Zagreb

Zadar

Hvar

Dubrovnik

Split

Como estávamos de carro, buscamos hospedagens com estacionamento gratuito.

Reserve seu hotel na Croácia pelo Booking.com*

*O Compartilhe Viagens é parceiro do Booking.com, quando você faz reserva pelo nosso link, nós ganhamos comissão, sem você pagar nada mais por isso. Ajude o blog a se manter.

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Viagem de Carro

As rodovias da Croácia são de ótima qualidade
As rodovias da Croácia são de ótima qualidade

Como disse, fizemos a maior parte da nossa viagem pela Croácia de carro, pois achamos essa opção mais viável para conhecermos o maior número de destinos que desejávamos dentro do tempo que tínhamos no país.

Fizemos a reserva do carro com antecedência pela Rentalcars.com (do mesmo grupo do Booking.com, também parceira do blog) e conseguimos um preço excelente.

Pegamos o carro em Zagreb no dia do nosso check out, pois na capital não é necessário carro, o transporte coletivo funciona muito bem, e devolvemos também em Zagreb no dia em que tínhamos o ônibus para Budapeste, assim, não foi necessário dormir mais uma noite na cidade.

Veja as nossas dicas para viajar de carro pela Croácia:

– Em primeiro lugar, se você vai dirigir fora do Brasil, lembre-se de tirar sua carteira de motorista internacional. Saiba como: https://compartilheviagens.com.br/como-obter-a-carteira-de-motorista-internacional/

– As estradas na Croácia, em geral, são muito boas. Mas as principais e melhores têm cobrança de pedágio. Os valores, é claro, dependem da distância do trecho em que você irá percorrer. Pelo Google Maps é possível saber os trechos em que haverá cobrança de pedágio e se há uma rota alternativa.

– A gasolina no país não é barata. Pagamos (em julho de 2016) em torno de 9,22 kunas pelo litro, o que na cotação atual dá cerca de R$ 4,50.

– Se você for viajar para Dubrovnik, precisará cruzar a fronteira com a Bósnia (observe o mapa da Croácia, o país é dividido em dois, devido a um pequeno trecho de acesso ao mar que pertence a Bósnia). Se você estiver de carro é preciso ter um “Green Card”, um seguro especial só para ter direito a cobertura na Bósnia que é obrigatório para quem aluga carro na Croácia. Esse seguro é feito na hora, na própria locadora e sai em torno de 40 euros com as taxas, com validade para 14 dias. Também lembre-se de ter o passaporte em mãos na hora de cruzar a fronteira.

Posto de Imigração para entrar na Bósnia
Posto de Imigração para entrar na Bósnia

– Se você for para Hvar de carro, precisará pegar a balsa. Existem duas opções: uma que sai de Split e outra de Drvenik. Nós optamos por essa última, pois sai infinitamente mais barato, mas precisamos cruzar quase toda a ilha de carro.

Balsa para Hvar
Balsa para Hvar

A empresa que faz o trajeto é a mesma saindo das duas cidades, a Jadrolinija, o que muda é a duração da viagem.

– A Croácia nos pareceu um país muito seguro e não tivemos nenhum problema durante nossa viagem. Mas seguro morreu de velho e é sempre bom tomar cuidado. Nós, por exemplo, só viajamos durante o dia, especialmente porque algumas estradas são bastante sinuosas e ficam entre montanhas e o mar (penhascos).

Paisagem no caminho entre Hvar e Dubrovnik. As estradas ficam entre as montanhas e são sinuosas
Paisagem no caminho entre Hvar e Dubrovnik. As estradas ficam entre as montanhas e são sinuosas

– Em algumas estradas encontramos rest areas, com acostamento e banheiros. Os postos de gasolina também têm banheiros gratuitos nas lojas de conveniência que estão sempre muito limpos.

Rest area com banheiros químicos
Rest area com banheiros químicos

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Custo

A Croácia é um país barato, quando comparado a países da Europa Ocidental, já na comparação com o Leste Europeu, pode ter um custo mais alto dependendo da cidade.

Como em qualquer lugar do mundo, as cidades mais turísticas e as ilhas têm um custo mais alto. Em Zagreb, por exemplo, uma cerveja pode ser até 4 vezes mais barata do que em Dubrovnik, que foi, sem dúvida, a cidade mais cara que visitamos no país.

Média de nossos gastos:

Hospedagem – Pagamos entre 25 (Zagreb) e 75 euros (Dubrovnik), em quarto privado com banheiro.

Refeição – Pagamos entre 50 a 370 kunas (6 a 49 euros) em refeições para duas pessoas. A variação de preço depende da refeição, se inclui bebida e da cidade.

Gasolina – Pagamos 9,22 kunas pelo litro (1,23 euros).

Cerveja – Pagamos entre 15 kunas até 50 kunas (2 a 6 euros) em 0,5l de cerveja. A variação do preço depende da cidade. A mais cara foi no centro histórico de Dubrovnik.

Atrações turísticas – As mais caras que pagamos foram os parques Nacionais de Plitvice e Krka, que pagamos entre 110 e 150 kunas (14 e 20 euros), mas ambas têm mudanças de preços de acordo com a época do ano. Veja aqui:

http://www.np-plitvicka-jezera.hr/en/plan-your-visit/operating-hours-and-prices/

http://www.np-krka.hr/stranice/pricelist-2016-individual-guests/158/en.html

Em Dubrovnik, compramos o Dubrovnik Card, que tem opções de 1, 3 ou 7 dias e inclui as principais atrações. Compramos o cartão de 1 dia por 170 kunas (22 euros por pessoa). Comprando online tem desconto.

Centro histórico de Dubrovnik
Centro histórico de Dubrovnik

Com essas dicas, você já pode começar a planejar sua viagem pela Croácia. Em breve, publicarei os posts com dicas de cada cidade.

Planejei minha viagem para Croácia e roteiro com a ajuda da Carla Boechat do blog Fui, Gostei e Contei, que viveu no país por alguns meses e tem posts sobre vários destinos croatas no blog.

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