A viagem que fizemos entre meados de junho e julho deste ano, da qual acabamos de retornar, foi a nossa terceira vez na Europa e a primeira no verão. Antes tínhamos ido na primavera (2012) e outono (Volta ao Mundo, em 2013) e precisarei de preparo psicológico, caso um dia queira encarar o inverno. Mas o fato é que, no verão, a Europa ganha outras cores, outro ritmo e uma atmosfera diferente (pude comparar isso com Alemanha, por exemplo, que fui pela segunda vez), mas tudo depende do planejamento e do roteiro que você irá escolher. Por isso, reuni neste post algumas dicas para você curtir o #verãonaeuropa da melhor forma possível.

Dias longos

Para quem não sabe, nasci, me criei e vivo até hoje em Natal-RN, onde não importa a época do ano, o sol nasce às 5h30 e se põe às 17h20 (na verdade, existem variações de poucos minutos). Há muitos anos, o Rio Grande do Norte não faz parte dos estados que entram no horário nacional de verão. Então, simplesmente adoro o fato de que no verão, os dias possam ser mais longos, como acontecem em alguns estados do Brasil e outros países.

Na maior parte dos países da Europa continental, durante o verão, o sol nasce por volta das 4h30 ou 4h40 e se põe em torno das 21h e 21h30, com bastante de variação de minutos ao longo dos dias (na medida que o verão vai acabando, o sol nasce mais tarde e se põe mais cedo).

Pôr do sol no órgão marinho de Zadar, por volta das 20h40
Pôr do sol no órgão marinho de Zadar, por volta das 20h40

A maioria das atrações turísticas também tem horário estendido durante o verão. O que significa que você terá muito mais tempo para aproveitar a sua viagem do que em outras estações do ano.

Fuso horário

O verão no hemisfério Norte vai de 21 de junho a 23 de setembro. Mas um detalhe importante é que entre o último domingo de março ao último domingo de outubro, os países europeus já entram no horário de verão e os relógios são avançados em uma hora em relação ao restante do ano. A maior parte dos países ficam 5h a frente do horário do Brasil. Já a Inglaterra, por exemplo, fica 4h a frente do horário brasileiro.

Confira aqui o fuso horário dos países que você pretende visitar: http://24timezones.com/eu_map/europe_time_pt.htm

Temperaturas altas

Dependendo do país que você for viajar no verão da Europa, pode encarar temperaturas elevadíssimas, acima dos 30 graus. Mas também mudanças bruscas de um dia para outro. Em Praga, por exemplo, em um dia estava 32 graus e, no seguinte, 15 graus. Chuvas de verão também são comuns em várias cidades e países. E nos dias de sol, normalmente, o clima é seco.

Pessoas se refrescando em fonte, em Budapeste
Pessoas se refrescando em fonte, em Budapeste

Por isso, é importante conferir todos os dias durante a viagem, qual será a previsão do tempo para o dia para não sair com roupa de mais nem de menos e também não esquecer o guarda-chuva, se for necessário.

Um outro problema é que poucos lugares da Europa estão realmente preparados para o calor. É raro você encontrar lugares com ar condicionado. Por essa razão, em alguns lugares a sensação térmica pode ser muito mais alta do que a temperatura do momento.

Em Viena, cheguei a desmaiar literalmente (imagina uma filha da cidade do sol, desmaiando de calor na Europa! haha), devido ao calor na Ópera, que mesmo com 34 graus lá fora, não tinha nenhum sistema de climatização.

É importante manter-se bem hidratado (aproveite que a água da torneira é potável e tem fontes públicas em quase todas as cidades), usar protetor solar e protetor labial (que evita rachaduras no clima seco).

Faça reservas com antecedência

O verão na Europa é altíssima estação, inclusive, porque é período de férias para os europeus. Os preços normalmente sobem neste período, mas de última hora, podem ficar ainda mais altos.

Por isso, reserve hotéis com bastante antecedência e se possível também compre os trechos internos de voos, ônibus ou trens bem antes da viagem, que assim, certamente irá conseguir ótimos descontos.

Nós fizemos todas as nossas reservas de hospedagem pelo Booking.com (você pode reservar neste link ou na página principal do blog), com quase três meses de antecedência, todas com “cancelamento gratuito”, caso tivéssemos algum problema.

Varanda do B&B que nos hospedamos em Dubronovik, Croácia, com direito a drink de boas vindas
Varanda do B&B que nos hospedamos em Dubronovik, Croácia, com direito a drink de boas vindas

As atrações turísticas principais de cada cidade também costumam ficar lotadas, então, se quiser evitar filas e ganhar tempo, também é possível comprar ingressos ou fazer reservas online para muitas delas.

O Compartilhe Viagens tem parceria com a Ticketbar, uma empresa internacional de vendas de tickets com descontos para atrações nas principais cidades do mundo.

A escolha do roteiro

No mesmo período em que viajamos, tínhamos amigos e conhecidos em outros países da Europa, reclamando de frio e chuva e que não tinha nada de verão. Imagina, por exemplo, se um turista estrangeiro vem para o Brasil querendo aproveitar o verão e escolhe ir para São Paulo ou Curitiba, certamente não será a mesma coisa do que em uma capital do Nordeste ou Rio de Janeiro.

Meninas aproveitam o sol às margens do rio Danúbio, Budapeste
Meninas aproveitam o sol às margens do rio Danúbio, Budapeste

Como eu realmente queria curtir o verão europeu, escolhi destinos de praia (Croácia) ou cidades que, pelo menos, tivessem grandes rios (como Budapeste, Praga, Salzburgo, Berlim, Viena), que neste período, se transformam em praias urbanas.

O nosso roteiro

A nossa chegada e também partida da Europa foram no Aeroporto de Frankfurt, Alemanha. De lá, seguimos no primeiro dia para Munique e a partir daí fizemos o seguinte roteiro:

Munique (1 noite) => Salzburgo (1 noite) => Viena (2 noites) => Zagreb (1 noite)* => Zadar (2 noites)* => Hvar (3 noites) => Dubrovnik (2 noites) => Slipt (1 noite) => Budapeste (4 noites) => Praga (4 noites) => Berlim (4 noites) => Dresden (2 noites) => Frankfurt (1 noite).

*Em Zagreb, alugamos um carro e fizemos uma Roadtrip de 9 dias pela Croácia. Fizemos a reserva do carro com bastante antecedência pela RentalCars e conseguimos um preço excelente.

O que levar na mala

A princípio, viajar no verão me parecia mais simples de fazer a mala do que em outras estações, mas depois que fui acompanhando o clima nas cidades que iríamos visitar, percebi que teria que fazer uma mala com opções para o calor, mas também com roupas para as cidades mais frias.

No lado da mala reservado ao verão, levei vestidos fresquinhos e que não amassavam, tanto longos quanto curtos; um par de shorts; várias blusinhas; biquínis e cangas (é claro), fui com uma calça jeans e levei outra, e saias longas (porque gosto), mas de tecidos leves.

O que usei mais foram os vestidos, pois eram mais práticos, faziam menos calor e serviram para o dia e noite (que era lá pras 22h).

Já na parte reservada aos dias frios, levei blusas de mangas longas de algodão, cardigãs, cardigã de lã (que quase não usei), um blazer de um tecido que parece veludo e um casaco impermeável (o mais útil, se você levar o corta vento, melhor ainda).

Para Fred, a mala foi bem mais simples: bermudas de praia, bermudas normais, uma calça jeans, camisetas, uma calça social e duas camisas sociais (para ópera e outros eventos à noite mais arrumados) e uma jaqueta (que ele não usou muito, pois tem couro de sapo).

O exagero ficou por conta dos sapatos. Eu estava empolgada porque ia fazer uma viagem curta (as outras foram de 5 meses, 7 meses…) e poderia levar mais bagagem e sair mais arrumadinha (nas viagens longas, só levo, tênis, sapatilha e chinelo). Então, levei bota cano curto (que fui no voo), duas sapatilhas, uma rasteira, um par de chinelos e uma espadrille. Resultado: usava o tempo todo a sapatilha, a rasteira e os chinelos, como nas viagens longas! haha Usei a espadrille um dia e a bota, dois ou três dias, quando estava mais frio. Mas a sapatilha teria servido.

Para Fred, levamos tênis, chinelo e um par de sapato social (na Europa, alguns lugares exigem sapatos para homens).

Mesmo com tudo isso, nossas malas foram com 16kg e a de Fred, 10kg! Na Volta ao Mundo, fizemos com 10 kg pra cada um e o Dois na América, 10 kg pros dois! hehe

Dica: leve pouca coisa e deixe espaço na mala para comprinhas, pois durante o verão, tem muitas liquidações em quase todos os países.

Eventos gratuitos

Durante o verão, em toda Europa acontecem muitos festivais gratuitos. Em Viena, fomos a um festival nas margens do Danúbio, com vários palcos, brinquedos, barraquinhas de comidas e bebidas. Em Praga, fomos a um festival de Jazz na Praça da Cidade Antiga.

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Então, quando estiver definindo o roteiro, pesquise sobre os eventos que serão realizados na época em que você pretende ir, pois é também uma oportunidade de ver como os locais aproveitam o verão.

Festival gratuito em Viena
Festival gratuito em Viena

Aproveite o sol

Como falei, nasci numa cidade que tem sol praticamente o ano todo, então, para mim era muito interessante observar o quanto os europeus valorizavam o sol no verão. No restaurante, no bar, no parque, eles estão sempre procurando um lugar ao sol, enquanto nós íamos atrás de uma sombra.

Tomando cerveja com nossa amiga austríaca, em Salzburgo. Reparem: sentamos na sombra e ela no sol
Tomando cerveja com nossa amiga austríaca, em Salzburgo. Reparem: sentamos na sombra e ela no sol

Mas se você quer curtir realmente o verão na Europa, passe menos tempo nos museus e atrações turísticas convencionais e mais nos parques, praças, biergartens (jardins de cervejas comuns na Alemanha, Áustria, República Tcheca e Hungria), nas margens dos rios e praias.

Biergarten, em Munique, Alemanha
Biergarten, em Munique, Alemanha

Sente numa espreguiçadeira ou estenda a canga ou toalha na grama, na areia ou nas pedras, aproveite para tomar uma boa cerveja ou limonada, faça um piquenique e sinta a alegria dos locais com esta estação que é a minha preferida, seja no hemisfério Sul ou Norte. =)


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