Mosteiro de São Bento, um tesouro no centro do Rio de Janeiro

Esta nossa última viagem ao Rio de Janeiro foi mesmo cheia de boas surpresas. Como falei, deixamos um pouco de lado as praias cariocas (também porque fomos à Búzios) e visitamos alguns lugares bem interessantes na cidade, como o Real Gabinete Português de Leitura, o Parque das Ruínas e o Mosteiro e igreja de São Bento. Este último é um complexo da Congregação Beneditina considerado Monumento Mundial pela Unesco e tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Um verdadeiro tesouro no centro do Rio, com  missa com canto gregoriano aos domingos. E assim como os demais lugares que citei, tem entrada gratuita.

Fachada da igreja do Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro
Fachada da igreja do Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro

A entrada para o complexo do Mosteiro de São Bento pode passar completamente despercebida por qualquer pessoa que caminhe pela rua Dom Gerardo. É que o melhor acesso é feito pelo número 40 (no Google Maps aparece número 68, que é na verdade o estacionamento, que também é possível ter acesso, mas é preciso subir caminhando), que aparentemente é a entrada de um centro comercial, mas tem escrito na porta bem discreto “Mosteiro São Bento”. Lá você pode pegar o elevador para chegar até a igreja.

Interior da igreja do Mosteiro de São Bento
Interior da igreja do Mosteiro de São Bento

O Mosteiro de São Bento foi fundado em 1590, apenas 24 anos após a fundação do Rio de Janeiro. A construção do prédio do mosteiro teve início em 1617 e 1633 foi dado início à obra da igreja, que levou mais de 100 anos para ser concluída. A visita aberta ao público é apenas para a igreja.

Do lado de fora, a igreja, que é dedicada à Nossa Senhora de Monserrate e é a terceira mais antiga abadia das Américas, parece muito simples, com um exterior de arquitetura sóbria, marcada pela simetria. Mas basta chegar na porta para se impressionar (impossível não soltar um UAU!) com o seu interior e ter certeza de que está diante de uma das igrejas mais bonitas do Brasil (olha que já estive nas cidades históricas mineiras, em Salvador e em Olinda).

O interior da igreja é coberto por talha de madeira dourada barroca, um trabalho realizado entre 1694 e 1734. A abadia é compreendida por uma nave central, a capela-mor, onde estão o altar-mor, o coro e o trono, onde está a imagem de Nossa Senhora de Monserrate.

Além da imagem de N Sra de Monsserrate, estão entre os tesouros da igreja a imagem de São Bento do final do século 17, os três portões de ferro fundido, vindos da Inglaterra em 1880;os dois grandes lampadários de prata, que ficam o lado do altar central e pesam  227 kg cada; o órgão da coroa de 1773, as doze imagens da nave central, que representam 4 papas, 4 bispos e 4 reis, santos da Ordem Beneditina. A pia batismal é de pedra sabão do século 18, vinda de Minas Gerais. As torres possuem 12 sinos, sendo que seis deles vieram da Alemanha em 1953. O maior deles, chamado de “Cristo Rei” pesa 5.750 kg!

Altar de Nossa Senhora da Conceição na igreja do Mosteiro de São Bento
Altar de Nossa Senhora da Conceição na igreja do Mosteiro de São Bento

A Capela do Santíssimo, que fica à esquerda no altar-mor, me chamou muito atenção. Os altares dedicados aos santos São Mauro, Nossa Senhora do Pilar e São Caetano (à esquerda) e a Nossa Senhora da Conceição, São Lourenço, Santa Gertrudes e São Brás (à direita) também são belíssimos.

A igreja está aberta para visita gratuita de segunda à sexta, das 6h30 às 18h30 (aos sábados até às 17h30). Às missas acontecem de segunda à sexta, às 7h30, aos sábados, às 8h, e aos domingos, às 10h (com canto gregoriano).

Além do mosteiro, que hospedou o papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil, e da igreja, o Colégio de São Bento também faz parte do complexo. O colégio é um dos mais tradicionais da cidade, tendo sido fundado em 1858, e é exclusivamente para meninos.

Além da visita a igreja, recomendo circular um pouco pela área externa e apreciar a vista para o Museu do Amanhã, o Boulevard Olímpico e toda essa região portuária.

Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro

Rua Dom Gerardo, 40 – Centro

https://www.mosteirodesaobentorio.org.br/


Parque das Ruínas no Rio de Janeiro: centro cultural e mirante com visita gratuita

Interior do Parque das Ruínas
Interior do Parque das Ruínas

Depois do Real Gabinete Português de Leitura, um dos passeios mais interessantes que fizemos em nossa última viagem ao Rio de Janeiro foi ao Parque das Ruínas, no bairro de Santa Teresa. Trata-se de um centro cultural que funciona, nas ruínas de um antigo palacete, e de onde é possível ter vista para alguns dos principais cartões postais da cidade, como o Cristo Redentor, a Baía de Guanabara, a Catedral e os Arcos da Lapa. Assim como no Real Gabinete, a entrada é gratuita.

As ruínas são de um neo-colonial, construído entre 1898 e 1902 e que pertencia a Laurinda Santos Lobo, mecenas das artes do Rio de Janeiro, que realizava famosos bailes e saraus, que contavam com a presença de artistas como Villa Lobos e Tarsila do Amaral.  O casarão era considerado o ponto de encontro do modernismo no Rio.

Laurinda faleceu em 1946 e não deixou herdeiros. O casarão foi deixado, em testamento, para a Sociedade Homeopática, que nunca tomou posse. Com o abandono, o prédio foi saqueado e ocupado por moradores de rua.  

Vista do alto do Parque das Ruínas
Vista do alto do Parque das Ruínas
Vista para o Centro do Rio do alto do Parque das Ruínas
Vista para o Centro do Rio do alto do Parque das Ruínas
Parque das Ruínas une as ruínas à estrutura modernista de ferro e vidro
Parque das Ruínas une as ruínas à estrutura modernista de ferro e vidro

Em 1996, a prefeitura do Rio encomendou um projeto desenvolvido pelos arquitetos Ernani Freire e Sônia Lopes, que uniram às ruínas do palacete a novas estruturas, em ferro e vidro. Após a reforma, o espaço foi aberto em 1997 para funcionar como centro cultural, que inclui teatro, galeria de arte, palco externo, parque infantil, terraços panorâmicos e café.

No terraço que fica no alto do prédio é possível ter uma vista para o centro do Rio, o Corcovado, para Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar, estes dois últimos também podem ser vistos do terraço ao lado do café.

O passeio ao Centro Cultural pode levar 1h ou 2h dependendo do ritmo do viajante, pois rende muitas fotos e também pode ser um bom lugar para descansar, tomar um café ou brincar com as crianças.

Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 Santa Teresa
Telefone: (21) 2215-0621/ 2224-3922
Horário: Aberto de terça-feira a domingo, das 8h às 18h.


Real Gabinete Português de Leitura: a impressionante biblioteca pública no centro do Rio de Janeiro

O Real Gabinete Português fica na rua Luís de Camões, no centro do Rio
O Real Gabinete Português fica na rua Luís de Camões, no centro do Rio

Na Rua Luís de Camões (poeta português autor de “Os Lusíadas”), número 30, em frente ao Largo Alexandre Herculano, no Centro do Rio de Janeiro, fica um dos lugares mais impressionantes da cidade: O Real Gabinete Português de Leitura. Uma biblioteca pública, quase bicentenária, que mais parece cenário de filmes como Harry Potter ou A Bela e a Fera e já foi eleita pela revista Time (2014), a quarta biblioteca mais bonita do mundo.

A entrada é gratuita. Vale a pena dar um tempo nas praias cariocas e incluir o Real Gabinete, durante uma visita ao Centro.

Em maio de 2019, o Real Gabinete Português de Leitura completa 182 anos. Trata-se da associação mais antiga criada pelos portugueses no país após a independência do Brasil.

Elis, aos 9 meses, deslumbrada com o Real Gabinete
Elis, aos 9 meses, deslumbrada com o Real Gabinete

A sede foi inaugurada pela Princesa Isabel, no ano 1887. Antes, o Gabinete funcionou em outras 3 endereços. A sede própria foi construída em estilo neomanuelino (referência a D. Manuel I), e sua fachada foi inspirada no Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa. A fachada traz quatro estátuas, que representam Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. O prédio é tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.

O Real Gabinete dispões de cerca de 350 mil volumes, incluindo milhares de obras raras, tais como a edição “prínceps” de ” Os Lusíadas”, de 1572, que pertenceu à Companhia de Jesus; as “Ordenações de Dom Manuel” por Jacob

Detalhes do Real Gabinete Português de Leitura
Detalhes do Real Gabinete Português de Leitura

Cromberger, editadas em 1521; os “Capitolos de Cortes e Leys que sobre alguns delles fizeram”, editados em 1539; além de manuscritos do “Amor de Perdição”, de Camilo Castelo Branco e o “Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias. E ainda mais centenas de cartas de escritores.

O acervo está à disposição para leitura e pesquisa e quem quiser ter acesso pode se associar na sede da própria instituição ou ter acesso ao acervo digitalizado através do site da instituição, neste link.

O Real Gabinete também recebe curiosos e turistas que visitam o lugar apenas para admirar a beleza do lugar, que encanta apaixonados por livros e arquitetura e surpreendeu até mesmo nossa filhinha Elis, na época com 9 meses.

O horário de funcionamento é de segunda à sexta, das 9h às 18h.

*Com informações do site do Real Gabinete Português de Leitura.


Exposição gratuita “Dreamworks Animation” no CCBB do Rio segue até 15 de abril

Durante nossa viagem ao Rio de Janeiro, visitamos a exposição “Dreamworks Animation – Uma Jornada do Esboço à Tela”, que está no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no Centro, até o dia 15 de abril. A entrada é gratuita. A exposição atrai a atenção de crianças, até mesmo Elis (aos 9 meses) demonstrou interesse, e adultos, e mostra de forma interativa o processo criativo do estúdio Dreamworks desde a inspiração, os primeiros rabiscos até o resultado final.

Elis tentando resgatar um dos pinguins de Madagascar
Elis tentando resgatar um dos pinguins de Madagascar

Para quem não se lembra ou não sabe, o Dreamworks Animation é o estúdio responsável pela criação de animações de sucesso como Shrek, Madagascar, Kung Fu Panda, Como Treinar o seu Dragão, Trolls, Croods, O Príncipe do Egito, entre outras.

A parte principal da exposição está no primeiro andar do CCBB e está dividida em três partes: Personagem, História e Mundo. Tudo apresentado de uma forma bem dinâmica e interativa. São mais de 400 itens e mais de 80 maquetes. Na área de História, por exemplo, tem um enorme storyboard digital em que é mostrado o passo a passo de um das cenas do filme Shrek. Na parte do Mundo, é possível brincar em um Simulador de Oceano.

Fred e Elis na exposição da Dreamworks
Fred e Elis na exposição da Dreamworks

No térreo, há telas à disposição para o visitante testar seus traços. E o imperdível vídeo de tecnologia imersiva “Voo do Dragão”. O vídeo tem menos de 4 minutos, e mostra a Ilha Berk, do filme Como Treinar o Seu Dragão, em 180 graus, em um sobrevoo nas costas do dragão Banguela. O vídeo começa como um esboço de papel e vai se desenvolvendo até chegar a um ambiente criado por computador. É bem interessante e pode ser visto por pessoas de qualquer idade. Elis, que nem faz uso de telas, prestou atenção e ficou bem animada.  A única orientação é para ser evitado por pessoas com problemas de vertigem.

Exposição Dreamworks no segundo andar do CCBB
Exposição Dreamworks no segundo andar do CCBB
O Voo do Dragão é o destaque da exposição
O Voo do Dragão é o destaque da exposição

Mesmo tendo a entrada gratuita, é preciso retirar o ingresso para a exposição na entrada do CCBB, apresentando documento com foto. Recomendo que aproveite e retire também o ingresso para a exposição do Museu Nacional, que está no segundo andar do CCBB, com parte do acervo recuperado do incêndio que ocorreu em setembro de 2018. A entrada também é gratuita.

Para o passeio ficar completo, sugiro um café acompanhado de alguma sobremesa na loja da Confeitaria Colombo, que fica no segundo andar do CCBB, e que é bem mais tranquila que a loja principal, que fica no Centro.

Exposição “Dreamworks Animation” – até 15 de abril/2019

Horário: De quarta à segunda, das 9h às 21h

Endereço: CCBB – Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro

Entrada: gratuita

 


De Petrópolis à Teresópolis pela trilha do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ)

Por Filipe Mamede*

Morro do Marco, Parque Nacional Serra dos Órgãos
Morro do Marco, Parque Nacional Serra dos Órgãos

Eram ‘pontualmente’ oito e pouco da manhã (08 de janeiro) quando cheguei à sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso), em Petrópolis. De lá, parti – ao lado do guia Leonardo Andrade – para uma trilha de cerca de 30 quilômetros, atravessando montanhas até chegar à Teresópolis. O trajeto entre os dois municípios abriga paisagens de belezas indescritíveis.

Pelo menos oito horas (8 km) de intensa caminhada separam a portaria do parque do Abrigo Açu, uma choupana de madeira vizinha aos Castelos de Açu. Até chegar lá, porém, muitos passos foram dados, muitas gotas de suor foram derramadas e muitos fôlegos precisaram ser recobrados.

Além da geografia montanhosa, do terreno íngreme em sua grande maioria, uma mochila cargueira com mais de 10  kg, os meus próprios limites foram obstáculos. Joelhos, pés e braços foram testados a cada passo, a cada novo patamar alcançado. O tempo quente, embora facilitador do trajeto em parte, castigou o corpo com calor. Suei bicas.

Morro do Marco
Morro do Marco

Percebi em pouco tempo que o principal segredo para uma trilha como a Travessia Petrópolis-Teresópolis reside na paciência, na cadência, na parcimônia. Não adianta afobamento. A pressa aqui é mais do que nunca inimiga da perfeição. A atenção precisa existir literalmente em cada passo dado, em cada pedra escolhida para receber sua pisada, afinal, uma torção pode deixá-lo fora desse jogo, onde não vence quem chegar primeiro, mas quem souber aproveitar a majestade daquela cadeia de montanhas ao seu redor.

 

Morro do Dinossauro, Parnaso
Morro do Dinossauro, Parnaso

A trilha abriga verdadeiras pinturas: os famosos picos como o Dedo de Deus, Morro do Sino, os Portais de Hércules, os Três Picos, além da exuberância da flora de montanha, com suas bromélias, cactos e arbustos. A beleza do lugar é perene e suntuosa. As nuvens quase sempre são presenças constantes, o Sol está mais próximo e as estrelas brilham com luminosidade mais intensa.

O caminho é sinalizado por totens de madeira e pedras empilhadas. Além de orientar trilheiros e ser ponto de descanso, servem para estimular e deixar claro que o melhor ainda está por vir. Chegar ao “Graças a Deus”, por exemplo, foi de uma alegria imensa. A partir deste ponto, são mais 1.5 quilômetros até o nosso primeiro pernoite, onde o abrigueiro Rubens nos aguardava.

À noite, temos direito a um banho quente de cinco minutos. Mais do que suficiente para acalentar os músculos, estes, fustigados pela travessia. A dormida se faz num beliche com o auxílio de um saco de dormir. Não há “roupa de cama”. Todos os utensílios do abrigo são pontuais e práticos. Não há nada supérfluo.

Ao cair da noite, a cozinha comunitária é um espaço disputado pelos trilheiros. Afinal, depois de horas de trilha, a fome é grande e o alimento é mais do que necessário. Antes de dormir, dois dedos de prosa e nada de exageros. O corpo precisa descansar para mais uma etapa.

Vista do Morro do Marco
Vista do Morro do Marco

Na manhã seguinte, mais oito quilômetros precisam ser vencidos até o segundo abrigo, localizado a 900 metros da Pedra do Sino. Embora se diga que esta seja uma trilha mais “tranquila”, há -pelo menos – dois trechos técnicos que são encarados com o auxílio de cordas e mosquetão, e o trilheiro fica exposto: de um lado os paredões de pedra das montanhas, do outro, o desfiladeiro e possível encontro com Deus.

Elevador, Cavalinho e O coice do cavalo: devidamente vencidos com o auxílio do guia Leonardo e a boa sorte que a vida nos brinda em certos momentos. Já no segundo abrigo, o ponto alto da trilha é encenado por um pôr do sol sublime no topo da Pedra do Sino, ponto culminante da travessia, com seus 2275 metros de altitude. De lá, o olhar divisa paisagens como a Baía de Guanabara e municípios que se avizinham ao Parnaso. A Serra dos Órgãos é um lugar onde tempo e espaço se confundem. O sol reina e as montanhas são majestosas. Em uma palavra: inesquecível.

Filipe Mamede na Pedra do Sino
Filipe Mamede na Pedra do Sino
*Este post é uma colaboração de Filipe Mamede,  jornalista (foi meu contemporâneo de universidade), que cedeu gentilmente o texto e as fotos ao Compartilhe Viagens.

Trilha do Morro da Urca no Rio de Janeiro

Além dos passeios tradicionais, são muitas as opções de trilhas para fazer na cidade do Rio de Janeiro e todas elas têm como prêmio no final, uma paisagem deslumbrante para a Cidade Maravilhosa. Uma trilha fácil, acessível e com uma vista extraordinária é a do Morro da Urca, que fizemos na nossa última ida à cidade.

Praia Vermelha, Rio de Janeiro
Praia Vermelha, Rio de Janeiro

A trilha começa na Praia Vermelha, no bairro da Urca, no mesmo local de onde saem os bondinhos para o Pão de Açúcar. Aliás, para quem não sabe, o Morro da Urca é o morro vizinho ao Pão de Açúcar.

Entrada para a Trilha da Urca
Entrada para a Trilha da Urca

Como já fizemos o passeio do bondinho mais de uma vez, desta vez, fizemos a trilha. Ao lado da Praia Vermelha, você irá encontrar um portão e uma placa “Pista Cláudio Coutinho – Monumento Natural dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca”. A entrada para a trilha é por aí.

Pista Claudio Coutinho, onde começa a trilha
Pista Claudio Coutinho, onde começa a trilha

Já no começo pela pista de cooper é possível ver belas paisagens para a Praia Vermelha e pequenas ilhas em volta. Em um paredão ao lado desta pista, algumas pessoas também fazem rapel.

Logo, é possível ver o início  da trilha propriamente, que é quase toda subindo uma escadaria. Para fazer tudo leva em média uns 40 minutos, mas dá para fazer em menos tempo, para quem está em boas condições físicas. O percurso tem 900 metros e a altitude vai de 20 metros, no início, a 220 metros lá no alto do morro.

A trilha é de nível fácil, mas como é quase toda de escadas é preciso ter fôlego e não ter problema de acessibilidade. Como a trilha é dentro da mata, o caminho é todo pela sombra. Mas não esqueça de levar água, pois o calor é bem intenso.

Vista no início da trilha
Vista no início da trilha
A trilha para Morro da Urca
A trilha para Morro da Urca

No caminho, você também pode ver alguns saguis ou miquinhos, mas não caia na tentação de alimentá-los. Inclusive, tem vários avisos dizendo que é proibido alimentar os animais. 

Já no final da trilha, as paisagens começam a se revelar: a Praia Vermelha, o Corcovado com o Cristo Redentor. E do outro lado, o Pão de Açúcar, com os bondinhos subindo e descendo (foto em destaque); a Enseada de Botafogo, a Praia do Flamengo, o Aeroporto Santos Dumont, a Ponte Rio-Niterói, Niterói e tantos outros cartões postais do Rio.

Em cima do Morro da Urca têm restaurantes, lanchonetes, lojas. Dá para descansar bem e admirar com calma as belas paisagens do Rio de Janeiro. Se quiser, retornar caminhando, a volta é ainda mais rápida. Se preferir descer de bondinho, o Trecho Morro da Urca – Praia Vermelha custa R$ 25,00 (inteira) e R$ 12,50 (meia). Se quiser subir de bondinho do Morro da Urca até o Pão de Açúcar e descer até o Morro da Urca, custa R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). Já o trecho Morro da Urca – Pão de Açúcar – Morro da Urca – Praia Vermelha: R$ 65,00 (inteira) e R$ 32,50 (meia). O passeio completo de bondinho sai por R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). E a trilha é totalmente grátis. 

Vista da trilha do Morro da Urca
Vista da trilha do Morro da Urca
Praia Vermelha vista do Morro da Urca
Praia Vermelha vista do Morro da Urca

Se você fizer a trilha mais cedo, acho que vale um merecido descanso na Praia Vermelha. Estava desejando esse banho de mar depois da trilha, mas como já fomos a tarde, quando descemos já estava anoitecendo e tinha esfriado (fomos em junho). Mas em compensação, indo a tarde, vimos o sol se pondo ao lado do Corcovado. Um espetáculo lindo, mesmo estando nublado.

Aeroporto Santos Dumont e ponte Rio-Niterói
Aeroporto Santos Dumont e ponte Rio-Niterói

Importante: o portão de acesso à trilha está aberto todos os dias, das 8h às 18h (até às 19h no horário de verão).

Pôr do Sol na Enseada de Botafogo
Pôr do Sol na Enseada de Botafogo

Além da trilha ser tranquila, senti que era segura, por estar dentro de uma área fechada. Nós fomos em um grupo de 5 pessoas e no caminho, encontramos várias pessoas fazendo a trilha também.

Sol se pondo ao lado do Corcovado
Sol se pondo ao lado do Corcovado

Fazer a trilha do Morro da Urca foi um ótimo jeito de rever belas paisagens do Rio, sem gastar nada. Sobrou dinheiro pro açaí e pra cerveja no fim da trilha. =)

Obrigada ao nosso amigo Tom, que nos levou para fazer a trilha. 😉

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Passeio de volta à ilha na Ilha Grande-RJ

A Ilha Grande, em Angra dos Reis, é a maior ilha do estado do Rio de Janeiro e a quinta maior ilha marítima do Brasil. São 193 km2 a ilha principal, além das pequenas ilhas em volta. Então, é bem improvável conseguir ir a todas as praias em uma primeira visita. Mas no passeio de lancha de volta à ilha é possível conhecer algumas das praias principais e ter um bom panorama da Ilha Grande. O passeio é belíssimo e inclui a famosa a praia do Aventureiro, famosa pelo seu coqueiro torto, que estampa os cartões postais da Ilha Grande (foto em destaque).

Todas as agências da Ilha Grande oferecem o passeio de Volta a Ilha e, como são pequenas, normalmente elas juntam os grupos para completar a lancha. O passeio sai às 9h30 do cais de Abraão e retorna às 17h30.

Como o passeio abrange várias praias, recomendo fazer nos primeiros dias de estadia na Ilha Grande para fazer um reconhecimento da ilha e depois escolher que trilhas ou passeios fazer nos dias seguintes. O bom deste passeio é que ele inclui praias mais distantes de Abraão, mais difíceis de chegar por trilhas.

Água cristalina do Caxadaço
Água cristalina do Caxadaço

A primeira parada do passeio é na praia do Caxadaço, uma pequena enseada com a água cristalina, ótima para snorkeling (os snorkels e máscaras estão incluídos no passeio). Chegamos com o tempo nublado, mas a medida que o tempo abria, a visibilidade ficava ainda melhor. Lá deu para ver corais e bastante peixinhos.

O Caxadaço é um ótimo ponto para snorkeling
O Caxadaço é um ótimo ponto para snorkeling

Depois só passamos pela praia a Dois Rios, conhecida como a Praia do Presídio, pois lá estão as ruínas do Instituto Penal Cândido Mendes, presídio de segurança máxima desativado em 1994. Mas nem deu para ver o presídio. O passeio que faz parada em Dois Rios é o Super Sul.

Caxadaço é uma pequena enseada, com ma faixa de areia bem pequena
Caxadaço é uma pequena enseada, quase sem faixa de areia

A próxima praia foi Parnaioca, uma praia deserta, cercada por mata, água cristalina e um rio que desemboca no mar. Nesta praia não tem nenhuma barraca, vendedor ambulante, nada do tipo. Apenas natureza.

Praia da Parnaioca
Praia da Parnaioca
Praia da Parnaioca por outro ângulo
Praia da Parnaioca por outro ângulo
Parnaioca também tem água cristalina, com boa visibilidade para snorkeling
Parnaioca também tem água cristalina, com boa visibilidade para snorkeling

A praia seguinte é uma das mais esperadas do passeio, a famosa praia do Aventureiro, onde tem alguns restaurantes e casas. Na minha opinião, não é a praia mais bonita, apesar de também ter areia branca e água cristalina, mas ganhou fama por causa do coqueiro torto, que ajuda a compor belas fotos da praia. Dica: assim que descer do barco, corra para o coqueiro, pois todo mundo que fazer foto lá e as pessoas demoram muito fazendo várias poses. No começo, até conseguimos organizar uma fila para as fotos, mas depois as pessoas começam a desrespeitar, entrar nas fotos dos outros.

Chegando na Praia do Aventureiro
Chegando na Praia do Aventureiro
O famoso coqueiro da Praia do Aventureiro
O famoso coqueiro da Praia do Aventureiro

Outra praia maravilhosa que faz parte do passeio é a praia dos Meros, que tem uma pequena faixa de areia, delimitada por uma cerca de uma propriedade privada. Esta praia também tem águas cristalinas, e, como quase todas praias da Ilha Grande, está cercada por muita mata e rochas.

Praia dos Meros
Praia dos Meros

A nossa parada para almoço e última parada do passeio foi a praia de Maguariqueçaba. O almoço não está incluído no passeio, mas cada agência tem o seu restaurante parceiro e os pedidos são anotados ao longo do dia para quando chegamos na praia, o almoço já está praticamente pronto. Se quiser também, é possível comer em outros restaurantes, já que nesta praia tem várias opções, ou petiscar.

Maguariqueçaba, local da nossa parada para almoço
Maguariqueçaba, local da nossa parada para almoço

Como o dia de passeio é longo e a parada para o almoço é já no fim da tarde, recomendo levar lanches, água e se quiser, também pode levar bebida alcoólica. Não se esqueçam do protetor solar e dos óculos escuros, pois na lancha são poucos os espaços cobertos. E, claro, toalha ou canga para se enxugar, pois como a água da Ilha Grande é muito gelada, faz bastante frio depois com o vento na lancha (por isso, escolhi sentar no sol também).

O passeio é bem tranquilo, então, pode ser feito com crianças e pessoas mais velhas. A única dificuldade são os pontos de entrada e saída da lancha, que sempre tem que cair na água e ir caminhando até a areia. Em cada praia é feita normalmente uma parada de cerca de 40 minutos.

Na baixa estação, pagamos R$ 140 (junho de 2017) por pessoa no passeio com a agência Nativos. Mas os preços dependem da temporada, da agência e da negociação.

Outro passeio imperdível na Ilha Grande é a Praia de Lopes Mendes, sobre o qual já escrevi neste post:

Ilha Grande-RJ: Praia de Lopes Mendes, uma das mais bonitas do Brasil

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Ilha Grande-RJ: Praia de Lopes Mendes, uma das mais bonitas do Brasil

A Praia de Lopes Mendes, na Ilha Grande, no Rio de Janeiro está sempre na lista das praias mais bonitas do Brasil. No Travellers’ Choice 2017, promovido pelo TripAdvisor, ficou na 11a posição entre as 25 melhores praias do país e na 17a, considerando as praias da América do Sul. Então, é claro que este é um dos mais tradicionais passeios para quem visita a Ilha Grande.

A vila de Abraão, vista do barco
A vila de Abraão, vista do barco

Para chegar lá é preciso pegar um barco em Abraão, a maior vila da Ilha, onde normalmente os turistas se hospedam. Várias agências vendem o passeio e, normalmente, todas se juntam para formar grupos e dividir entre os barqueiros. Os barcos geralmente partem entre às 9h e 11h30 e retornam entre às 13h e 17h. Isso é combinado quando você compra o passeio, que custa ida e volta R$ 30 (julho de 2017).

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No caminho até a praia do Pouso
No caminho até a praia do Pouso

Em barco, leva em torno de 1h para chegar até Praia do Pouso, onde começa a trilha para Lopes Mendes. A trilha tem  1km de extensão, está bem sinalizada e leva entre 20 a 30 minutos o trecho e tem um pouco de subida, mas é fácil.

Praia do Pouso
Praia do Pouso
Início da trilha para Lopes Mendes
Início da trilha para Lopes Mendes

Como a trilha é por dentro da mata, a trilha é praticamente toda na sombra, e no caminho é possível encontrar saguis (micos) e pássaros. Não esqueça do repelente.

Sagui na trilha para Lopes Mendes
Sagui na trilha para Lopes Mendes
Pássaro visto na trilha para Lopes Mendes
Pássaro visto na trilha para Lopes Mendes

Logo você irá chegar a famosa Lopes Mendes, uma praia extensa, com areia branca e mar verde, cercada por montanhas e mata. No inverno, a praia estava quase vazia e encontramos apenas uma barraquinha, logo no início. Então, recomendo levar água e lanche. Não tem guarda-sóis, mesas ou cadeiras. Mas tem muitas árvores, especialmente castanheiras, para ficar debaixo e muita areia para estender a canga no sol, quem preferir.

Praia de Lopes Mendes
Praia de Lopes Mendes

No final da praia (caminhando para à esquerda do ponto onde você chegou) tem uma boia de navio, que se desprendeu do mar, encalhou na areia da praia e ganhou um mosaico feito por um artista plástico. Deste ponto, a vista da praia é também mais bonita (foto acima).

A faixa de areia da praia é bem extensa
A faixa de areia da praia é bem extensa

Lopes Mendes é um lugar pra relaxar, caminhar, admirar a natureza e, pra quem encara (como eu), tomar um banho gelado e revigorante no mar cristalino.

Bóia com mosaico
Bóia com mosaico

Quando fomos, o dia estava muito nublado e choveu um pouco, por isso, a água parecia mais escura. Mas depois que o sol apareceu por um pouco tempo deu para ver a tonalidade maravilhosa entre o azul e verde.  

Tomando banho no mar gelado de Lopes Mendes
Tomando banho no mar gelado de Lopes Mendes

Para quem chegar cedo na praia dá para fazer a trilha também para a praia vizinha, Santo Antônio.

Mas para ir até lá, tem que pegar a trilha de volta para Lopes Mendes, e  pegar uma derivação para Santo Antônio. A caminhada é entre 10 a 15 minutos. A praia de Santo Antônio tem o mar mais agitado e é mais rochosa e tem um riacho de água doce que desemboca na areia da praia. Como saímos tarde de Abraão, 11h30, infelizmente, não tivemos tempo de ir até Santo Antônio.

Lembre-se de voltar a fazer a trilha para a praia do Pouso, no máximo às 16h30, pois os últimos barcos saem às 17h e não é permitido pernoitar nas praias, que é uma área de proteção ambiental.

Se chegar mais cedo e quiser comer alguma coisa, na Praia do Pouso tem um restaurante flutuante e alguns ambulantes. Saindo de Pouso às 17h, o retorno a Abraão será por volta das 18h.

Entardecer na volta para Abraão
Entardecer na volta para Abraão

Depois do dia em Lopes Mendes, em que nem mesmo a chuva e as nuvens, conseguiram ofuscar a beleza da praia. Tenho que concordar que ela merece estar na lista das melhores do Brasil.

Lopes Mendes, uma das praias mais bonitas do Brasil - check! =)
Lopes Mendes, uma das praias mais bonitas do Brasil. Não tem como não ficar feliz neste paraíso! =)

Conheça outras praias que já visitamos e que estão entre as melhores do Brasil:

Baía do Sancho – Fernando de Noronha (1º lugar)

Praia dos Carneiros – Pernambuco (2º lugar)

Praia do Forno -Arraial do Cabo(3º lugar)

Praia do Farol – Arraial do Cabo (4º lugar)

Praia da Cacimba do Padre – Fernando de Noronha (6º lugar)

Baía dos Golfinhos – Fernando de Noronha (7º lugar)

Prainhas do Pontal do Atalaia – Arraial do Cabo (9º lugar)

Praia da Conceição – Fernando de Noronha (13º lugar)

Praia do Madeiro – Pipa (15º lugar)

Quarta Praia – Morro de São Paulo (18ºlugar)

Lagoinha do Leste – Florianópolis (20º lugar)

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