Mochila pronta! O que você deveria levar para viajar pelo mundo

Preparando minha mochila para uma longa viagem é sempre algo especial porque sei que estarei usando estas roupas e todas essas coisas várias e várias vezes… É também difícil porque tem sempre duas regras: 1) levar tudo que é importante, mas 2) que não seja muita coisa e nem tão pesado! E como algumas companhias aéreas  restringem a bagagem em até 15kg, quero que minha mochila pese, no máximo, isso, além dos meus eletrônicos mais importantes e adaptador, que levarei na bagagem de mão (mas também posso encaixar na minha mochila e assim, posso andar só com uma mochila grande, se necessário). A minha mochila é de 55 + 15kg, e ela sozinha pesa 4kg. Quando pesei no aeroporto, estava levando 14,2kg! Simmm, eu consegui! ^^ Eu recomendo fortemente que você tenha sua própria capa de proteção para mochila para que ela não fique tão danificada pela esteira.

Eu e minha mochila para os próximos 6 meses
Eu e minha mochila para os próximos 6 meses

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Fim do #doisnaamerica e do nosso ano sabático

Chegamos em casa no último sábado (24), depois de 4 meses de #DoisnaAmérica, aliás 5, se contarmos com a primeira parte da viagem que realizamos entre março e abril deste ano. Somando estes 5 meses com os 7 meses de nossa Volta ao Mundo, em 2013, finalmente completamos nosso ano sabático. No total, foram 30 países e 384 dias pelo Mundo, por cinco continentes. Mas os números não importam. As experiências vividas, o conhecimento adquirido e os amigos que fizemos é o que iremos levar para toda vida.

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1 ano depois: 7 conselhos que daria para quem quer fazer a Volta ao Mundo

Nesta quarta-feira (9) completou 1 ano que partirmos para a nossa Volta ao Mundo. Mas como só colocamos os pés fora do Brasil no dia 10, pois nosso voo foi noturno, é essa a data que consideramos e queremos comemorar. Daqui a três dias fará 5 meses que voltamos. E além de trabalhar muito nesses últimos meses, tenho refletido sobre tudo o que aconteceu e até colocado alguma coisa no papel, mas isso só poderei contar mais para frente.

Foto do dia da nossa partida

A Volta ao Mundo era de longe o nosso sonho mais audacioso e conseguimos realizar. E quando você realiza o seu maior sonho é preciso ser grato e retribuir aquilo que a vida te deu.  Nunca foi nada combinado, mas geralmente quem faz a Volta ao Mundo toma para si uma “missão” de ajudar outras pessoas que sonhem em fazer o mesmo. Nós, por exemplo, recebemos muita ajuda e incentivo da Fernanda Souza do Preciso Viajar, do Guilherme Tetamanti do Viajando com Eles, do Gustavo Azeredo, que apesar de não ser blogueiro é um viajante profissional, e de várias outras pessoas.

Agora, temos dado nossa contribuição, não só para quem pretende fazer a Volta ao Mundo, mas para quem pretende viajar para os países que estivemos. E, claro, sempre acabo puxando sardinha para os lugares pelos quais me apaixonei, por exemplo, Myanmar.

Para marcar essa data, quero dividir aqui 7 reflexões que transformei em “conselhos” para quem sonha em fazer a Volta ao Mundo.

Vamos a eles:

1- Não é um sonho impossível

No primeiro momento eu também achei que era  e foi a Fernanda Souza quem abriu meus olhos, me mostrando que a Volta ao Mundo era, sim, um sonho possível e viável financeiramente. Na época em que eu e Fred decidimos, já éramos casados há 3 anos, tínhamos nosso apartamento próprio, empresa e empregos. As pessoas acham que esse tipo de viagem é só para quem está insatisfeito com a vida ou para quem tem muito dinheiro e pode dar-se o luxo de viajar por muito tempo. Mas não é. É para quem sonha com isso e quer realizá-lo. E isso tem que ser verdadeiro e não apenas porque soube de algumas pessoas que fizeram e acha que seria legal fazer o mesmo. Antes de decidir, reflita se é isso mesmo que você quer, depois corra atrás e realize.

2- Economize antes, durante e depois

Todo mundo pensa que viajar pelo mundo implica em ter muito dinheiro. A verdade é que em 7 meses de viagem gastamos apenas o dobro do que gastamos em nossa festa de casamento de um dia e que foi realizada há 4 anos, sem muita pompa. O que você precisa mesmo ao decidir fazer a Volta ao Mundo é economizar, antes, para juntar a grana necessária, durante, para aproveitar ao máximo a viagem, do ponto de vista das experiências e, depois, para não ter que ficar sem viajar por muito tempo, pois depois que cria-se o hábito de estar sempre viajando, a abstinência pode ser muito difícil.  Essa é uma das partes mais difíceis para muitas pessoas, mas é uma das coisas que mais nos ensina durante a viagem: viver melhor com menos.

3 – Escolha destinos mais econômicos e mais distantes

Esse conselho muita gente me deu, mas eu simplesmente não ouvi. Mas é preciso entender que a Volta ao Mundo não será a única viagem da sua vida, então, não precisa escolher de uma vez todos os países que você sempre sonhou em conhecer. Escolha os destinos mais econômicos para poder aproveitar mais e os mais distantes para não perder a oportunidade de viajar com tempo para conhecê-los bem.

Assim, nós poderíamos facilmente ter cortado do nosso roteiro Europa e Estados Unidos, pois além de mais caros, são mais próximos e sempre há promoções de passagens aéreas. Não me arrependo dessa escolha, mas se fosse planejar novamente a viagem, escolheria passar esses 3 meses ou na América do Sul e África ou ficar mais tempo na Ásia.

4 – Menos é mais

Esse ponto serve para muita coisa. Escolha menos lugares e passe mais tempo neles. A melhor parte da nossa viagem foi no Sudeste Asiático, pois tínhamos mais tempo em cada lugar e poderíamos aproveitar cada um deles melhor. A Europa, por exemplo, acabou sendo mais desgastante, pois estávamos sempre indo de um lugar para o outro e, às vezes, visitávamos duas cidades por dia.

Leve menos bagagem e viaje mais leve. Levamos 13 kg cada um,  10 kg na mochila maior e 3 kg em uma menor, com computadores e outros acessórios eletrônicos. Mas acredita que ainda assim muito do que levamos não usamos? Além disso, no caminho fomos perdendo várias coisas e que sequer nos dávamos conta. Ou seja, é possível viajar com bem menos bagagem e, assim, ser mais ágil nos dias de mudança, além de tornar tudo menos cansativo. Viajar com uma bagagem pequena de até 10 kg permite, por exemplo, voar nas companhias de low cost sem pagar bagagem extra, que muitas vezes, saem o preço da passagem.

Planeje menos e tenha mais surpresas. Todo mundo pergunta como fizemos para planejar sete meses de viagem. Mas a verdade é que nós só planejamos os destinos que queríamos ir e não o que iríamos fazer em cada um deles. Até a hospedagem, fazíamos a reserva ou no dia anterior ou procurávamos um lugar quando chegávamos ao destino. Sem roteiro definido, muitas coisas boas aconteceram. Port Barton, que é o nosso lugar no mundo, só conhecemos porque não tínhamos planos algum.

5- Experimente

Eu passei o primeiro mês de viagem comendo spaguetti porque tinha receio de provar a comida asiática (frescura, eu sei). E depois que comi meu primeiro pad thai é que vi o que eu estava perdendo. Então, não tenha medo, experimente sempre. É assim que você terá um verdadeiro contato com as culturas que está conhecendo. E isso não serve só para comida.

6 – Faça amigos

Eu costumo dizer que dos lugares tenho fotos para mostrar e das pessoas histórias para contar. Aproveite sua viagem e faça amigos, locais ou viajantes, esteja sempre aberto para conhecer novas pessoas, novos modos de ver e viver a vida. Pode acreditar, muitas dessas pessoas vão se tornar grandes amigos e você poderá manter contato pós viagem.

7- Esteja aberto as mudanças

Pode parecer óbvio dizer isso para quem pretende fazer a Volta ao Mundo, mas na prática, estar aberto a mudança não é fácil. É preciso tentar conhecer as pessoas, lugares e culturas sem fazer julgamento e aprender um pouco com cada um. Uma vez perguntei a uma australiana o que ela tinha achado de Myanmar e ela resumiu sua experiência, dizendo que a comida era ruim. Mas Myanmar tem um dos povos mais cordiais que já conheci, uma das culturas mais únicas e preservadas e alguns dos lugares mais bonitos do Sudeste Asiático, mas só consegue enxergar isso quem está aberto as mudanças e aprendizados. E acredite: a Volta ao Mundo irá te mudar para sempre desde o dia em que você tomar a decisão de partir.

Leia todos os posts já publicados sobre a Volta ao Mundo: https://compartilheviagens.com.br/categoria/volta-ao-mundo/

Veja quem também escreveu sobre a Volta ao Mundo:

360 Meridianos: http://www.360meridianos.com/organizar-viagem-volta-mundo

Quatro Cantos do Mundo: http://quatrocantosdomundo.wordpress.com/volta-ao-mundo/

Preciso Viajar: http://www.precisoviajar.com/categoria/volta-ao-mundo

Viajando com Eles: http://viajandocomeles.com.br/volta-ao-mundo/

 

 

 

 


Grécia pela primeira vez: dicas e o que você precisa saber

A Grécia era o país mais esperado de toda a Volta ao Mundo. Um sonho que tinha desde a infância. Os dez dias que viajamos pelo país foram intensos. Fomos das ilhas às montanhas, e, é claro, também à capital, Atenas. A Grécia é tudo o que eu sempre sonhei e mais um pouco. Praias e paisagens deslumbrantes, um patrimônio histórico e cultural incalculável, um povo alegre e gentil e uma gastronomia deliciosa, enfim,  tudo o que um turista procura, encontra na Grécia. E melhor ainda, é um dos países mais baratos da Europa para viajar.

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Antes de você sair correndo para comprar sua passagem para Grécia  é importante ter algumas informações sobre o país que  compartilho aqui:

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Volta ao Mundo: as dores e as delícias de viajar a dois

Dizem que viajando junto é a maneira mais fácil de descobrir se você ama ou odeia alguém. Pode ser um pouco de exagero, mas é verdade que, assim como em qualquer relacionamento, viajar junto de outra pessoa requer muita paciência e é preciso ter uma certa “química” entre os viajantes, digamos assim. Mas e quando o companheiro de viagem é namorado (a), noivo (a) ou marido/mulher? E quando a viagem dura 219 dias e você passa 24 horas ao lado daquela pessoa? Foi exatamente assim comigo e com Fred em nossa Volta ao Mundo.

Bem, eu e Fred estamos juntos há 11 anos, entre namoro, noivado e casamento. De casados, temos 4 anos. Mas antes da Volta ao Mundo, apesar de sempre ficar muito tempo juntos, cada um tinha a sua vida também, seu trabalho, outras atividades, amigos de outros círculos. Enfim, não ficávamos grudados 24 horas por dia, como na viagem.

Na Volta ao Mundo, era eu e ele, ele e eu e, em alguns momentos, amigos que fazíamos na estrada. Uma convivência tão intensa como essa poderia desgastar qualquer relacionamento ou torná-lo ainda mais forte. Por sorte, ficamos com a segunda alternativa. Mas tenho que admitir, não foram 219 dias de lua de mel não. Continuar lendo Volta ao Mundo: as dores e as delícias de viajar a dois


4 meses depois: o que estamos fazendo pós Volta ao Mundo

Hoje completamos 4 meses que encerramos nossa Volta ao Mundo. Esta semana escrevi sobre  as 5 coisas mais difíceis da readaptação e a saudades que sinto de viajar. Mas a dificuldade em readaptar-se é muito mais pelo lado pessoal do que pelo profissional. Recomeçar uma vida me deu a oportunidade de tocar projetos que há muito tempo eu sonhava e criar outros novos. Enquanto Fred começou o trabalho em uma empresa de TI no dia seguinte após a nossa chegada, priorizei atividades que me dessem mais liberdade (inclusive para viajar) e satisfação. O resultado é que estou envolvida em 4 projetos que tem me entusiasmado muito. Os primeiros meses foram de muito planejamento, agora começa a parte da execução e espero que, em breve, a colheita.

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Quando bate a saudade do Mundo: as 5 coisas mais difíceis da readaptação

Ninguém disse que seria fácil. Eu já sabia antes de partir, pela experiência de alguns amigos, que a volta para casa era um dos momentos mais difíceis da Volta ao Mundo ou de um período sabático.

O primeiro mês foi um dos mais difíceis. Eu não deveria ter motivo para tristezas, estava voltando à minha terra, reencontrando a família e amigos. Mas era difícil cortar os laços com o mundo. Os meses seguintes, à medida que refazíamos a vida, as coisas começaram a melhorar. Fiquei mais conformada em voltar à tal vida real. Mas há momentos de altos e baixos e é impossível não sentir saudades e não ter aquela vontade de fazer tudo outra vez.

Refletindo sobre isso, listei as 5 coisas mais difíceis na readaptação pós Volta ao Mundo:

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