O passeio

O passeio das Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas é realizado pelas agências no período da manhã e começa bem cedo. Às 5h da manhã, as vans começam a pegar os passageiros em sua hospedagem (neste dia, saímos um pouco atrasados, o que era de se esperar em um tour de brasileiros! hehe). De madrugada e pela manhã no Atacama, o frio é muuuuito grande, então, saia bem agasalhado, independente da estação. Mais abaixo darei algumas dicas do que levar.

Igreja velha de Socaire
Igreja velha de Socaire

De San Pedro de Atacama partimos para a primeira parada, o povoado de Socaire, a 86 km. No caminho, vamos vendo o sol surgindo sobre as montanhas e vulcões no deserto. Vale a pena se esforçar para se manter acordado nesta parte do trajeto, pois a paisagem fica ainda mais linda com as cores do amanhecer.

Socaire é a última cidadezinha, na Ruta CH-23, antes da Argentina. Como chegamos muito cedo, parece que o pequeno vilarejo ainda seguia dormindo. E o principal atrativo do pueblo é a iglesia vieja, com arquitetura atacamenha, construída com tijolos de barro e telhado em palha. A igreja estava fechada, então, paramos apenas para uma foto externa e ir ao banheiro (que nesse dia, teve que ser ao ar livre! hehe Mas, normalmente, eles fazem uma parada em um dos estabelecimentos do caminho. Mesmo assim, aproveite, pois no Atacama não há muito onde ir ao banheiro ao ar livre e a próxima parada para banheiro vai demorar).

Depois da rápida parada em Socaire, seguimos para o Salar de Talar. Não confundir com o Salar de Tara, que é outro passeio. Continue se esforçando para manter-se acordado, pois no caminho, é possível ver alguns animais, como vicuñas e guanacos, que são tipos de camelídeo, assim como as llamas e alpacas, só que são, exclusivamente, selvagens. Preste bem atenção, pois eles se camuflam muito bem na vegetação do Atacama. Aproveite para ir bebendo água para não passar mal com a altitude.

Laguna Tuyacto
Laguna Tuyacto

O Salar de Talar fica a uma altitude de 3.950 msnm e ocupa uma área de 46km quadrados. É neste Salar que ficam as famosas Piedras Rojas e a Laguna Tuyacto, que foi a nossa primeira parada.

A Tuyacto tem uma água em um tom leitoso, devido ao sal. Em algumas épocas do ano, tem uma grande concentração de sal em volta e fica ainda mais bonita. Mas quando fomos, não tinha tanto. Por outro lado, o espelho d´água estava perfeito, refletindo as montanhas.

A Laguna Tuyacto fica a alguns quilômetros das Piedras Rojas para onde fomos em seguida. Durante o trajeto, o nosso guia, Dani, nos explicou com detalhes a formação geológica desta região e o porquê da cor vermelho intenso das pedras, que é devido a grande concentração de ferro, oriunda de lava vulcânica. Dani, aliás, é um excelente guia. Super divertido e com explicações muito embasadas. Além de sempre ajudar, fazendo ótimas fotos! =)

Piedras Rojas
Piedras Rojas

Como a Ayllu é especializada em atender brasileiros e o grupo era quase todo de brasileiros (exceto por Julie, que é alemã, mas fala português), a explicação foi toda em portunhol. Dani entende muito bem português, então, nos comunicamos todos assim. Toda a explicação é feita no trajeto de carro para que a gente possa passar o tempo fora, apreciando a paisagem e fazendo fotos. E também para não congelarmos!

Com o Gui, do Quero Viajar Mais, que estava no outro grupo
Com o Gui, do Quero Viajar Mais, que estava no outro grupo

Mais uma vez, digo e repito, vá preparado para o frio, que varia entre abaixo de zero a 10 graus e a ventania, que é muito forte em Piedras Rojas. Fizemos o passeio no final de maio e a temperatura estava abaixo de zero. Também evite tirar as luvas para fotografar para não ter “queimaduras de frio” nas mãos, o que aconteceu comigo.

Quando chegamos a Piedras Rojas, só tinha o nosso e outro grupo da agência no local, o que era muito bom porque podíamos fazer boas fotos. Os grupos da Ayllu são de no máximo 10 pessoas por carro, o que é ótimo porque podemos conhecer melhor as pessoas (o nosso grupo era bem bacana) e o guia consegue explicar tudo sem ser interrompido.

Piedras Rojas, Salar de Talar
Piedras Rojas, Salar de Talar

Enquanto tiramos fotos e contemplamos a paisagem (que é melhor descrita pelas fotos do que por palavras), a equipe da Ayllu prepara a estrutura para o café da manhã, de frente para uma das lagunas em Piedras Rojas. O café da manhã oferecido é bem completo, com frutas, pães, biscoitos, chá, café, nutella… e todo mundo vai se servindo à vontade. Acho que esse foi o lugar mais bonito que já tomei café da manhã na vida! Mas comemos rapidinho, pois o frio tava bem difícil de suportar.

Depois do café, fomos para as Lagunas Altiplánicas, e quando você pensa que a paisagem não pode ser tão bonita quanto a das Piedras Rojas, se surpreende com a beleza dessas lagoas.

As Lagunas Altiplánicas que visitamos, Miskanti e Miñiques, estão dentro da Reserva Nacional Los Flamencos. E a entrada de $ 3.000 CLP por pessoa (maio de 2017) é paga a parte.

Laguna Miskanti
Laguna Miskanti

A primeira lagoa, a Miskanti, é a maior e a mais bonita, na minha opinião. Com uma água bem azul e tranquila, rodeada pelo vulcão e cerro de mesmo nome e outras montanhas, que, no final de maio, estavam com um contraste muito bonito entre o branco da neve e a cor escura das formações rochosas, além do amarelo esverdeado da vegetação do Atacama. A lagoa tem um formato semelhante a um coração, que pode ser melhor percebido olhando no mapa: https://goo.gl/maps/hSzifaTzUvz.

Próximo a esta lagoa tem banheiros (ufa!) e também uma trilha para quem quiser caminhar mais em volta da lagoa, respeitando o limite marcado por pedras. Também nesta lagoa há flamingos (que vimos só de longe) e vicuñas.

Vicuña nas Lagunas Altiplânicas
Vicuña nas Lagunas Altiplânicas

De carro, fomos até a lagoa Miñiques, que fica ao lado da Miskanti, mas distante para ir caminhando. Aliás, as duas lagoas foram separadas por lava petrificada de uma erupção do vulcão Miñiques. Sim, como era de se esperar no Atacama, ao lado da lagoa Miñiques tem outro vulcão.

Laguna Miñiques
Laguna Miñiques

A Miñiques é bem menor que a Miskanti e o vulcão não estava com tanta neve como o outro, por isso, achei a primeira mais bonita. Mas as duas são lindas!

Na volta das Lagunas Altiplánicas, vimos ainda mais animais entre vicuñas e guanacos (difícil diferenciar um do outro) e também uma raposa (zorro culpeo), uma espécie típica dos países da América do Sul.

Raposa no deserto do Atacama
Raposa no deserto do Atacama

Ao longo do passeio, o sol vai começando a esquentar, e a altitude vai diminuindo, assim como os ventos. Então, dá para aproveitar a paisagem melhor e por mais tempo.

Vicuña na estrada e a dúvida de sempre do Atacama: é neve ou sal?
Vicuña na estrada e a dúvida de sempre do Atacama: é neve ou sal?

A última parada antes do almoço é no Trópico de Capricórnio, paralelo ao Sul da linha do Equador. Uma placa na Ruta CH- 23 marca o local onde passa a linha imaginária.

Com Fred e Julie no Trópico de Capricórnio
Com Fred e Julie no Trópico de Capricórnio

Voltamos a San Pedro de Atacama, por volta das 14h, para o almoço no restaurante da Ayllu. O almoço foi com buffet livre, também bem completo (tinha até feijoada!), inclusive, com bastante opção para mim, que sou vegetariana. E de bebida para acompanhar, tinha suco, refrigerante, vinho branco e tinto.

Almoço no restaurante da Ayllu
Almoço no restaurante da Ayllu

Um passeio perfeito do início ao fim! <3

Paisagem na estrada
Paisagem na estrada

Como é um passeio de meio período, algumas pessoas fazem dois passeios por dia. Mas acho bem cansativo, já que você terá acordado pelo menos umas 4h30 da manhã. Se quiser fazer isso, dê preferência a um tour que saia mais tarde possível pela tarde, também para ter uma margem de hora para um eventual atraso do primeiro passeio.

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