Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas: passeio imperdível no Deserto do Atacama

No Deserto do Atacama são tantas opções de passeios em cada lugar mais bonito que outro, que fica difícil escolher, já que nem todo mundo tem o tempo nem a grana para fazer todos. Mas um passeio imperdível, na minha opinião, é o das Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas, que inclui algumas das mais belas paisagens que vimos no deserto e também no Chile.

Salar de Talar
Salar de Talar

Fizemos o tour à convite da Ayllu Atacama* e irei compartilhar com vocês como foi a experiência e dar também algumas dicas para vocês terem o melhor aproveitamento deste passeio, que é incrível.

* O tour das Lagunas Altiplánicas e Piedras Rojas foi uma cortesia da Ayllu ao Compartilhe Viagens, com o compromisso de que toda a opinião emitida no texto fosse verdadeira e autêntica, como em todos os posts que escrevemos.

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O passeio

O passeio das Lagunas Altiplânicas e Piedras Rojas é realizado pelas agências no período da manhã e começa bem cedo. Às 5h da manhã, as vans começam a pegar os passageiros em sua hospedagem (neste dia, saímos um pouco atrasados, o que era de se esperar em um tour de brasileiros! hehe). De madrugada e pela manhã no Atacama, o frio é muuuuito grande, então, saia bem agasalhado, independente da estação. Mais abaixo darei algumas dicas do que levar.

Igreja velha de Socaire
Igreja velha de Socaire

De San Pedro de Atacama partimos para a primeira parada, o povoado de Socaire, a 86 km. No caminho, vamos vendo o sol surgindo sobre as montanhas e vulcões no deserto. Vale a pena se esforçar para se manter acordado nesta parte do trajeto, pois a paisagem fica ainda mais linda com as cores do amanhecer.

Socaire é a última cidadezinha, na Ruta CH-23, antes da Argentina. Como chegamos muito cedo, parece que o pequeno vilarejo ainda seguia dormindo. E o principal atrativo do pueblo é a iglesia vieja, com arquitetura atacamenha, construída com tijolos de barro e telhado em palha. A igreja estava fechada, então, paramos apenas para uma foto externa e ir ao banheiro (que nesse dia, teve que ser ao ar livre! hehe Mas, normalmente, eles fazem uma parada em um dos estabelecimentos do caminho. Mesmo assim, aproveite, pois no Atacama não há muito onde ir ao banheiro ao ar livre e a próxima parada para banheiro vai demorar).

Depois da rápida parada em Socaire, seguimos para o Salar de Talar. Não confundir com o Salar de Tara, que é outro passeio. Continue se esforçando para manter-se acordado, pois no caminho, é possível ver alguns animais, como vicuñas e guanacos, que são tipos de camelídeo, assim como as llamas e alpacas, só que são, exclusivamente, selvagens. Preste bem atenção, pois eles se camuflam muito bem na vegetação do Atacama. Aproveite para ir bebendo água para não passar mal com a altitude.

Laguna Tuyacto
Laguna Tuyacto

O Salar de Talar fica a uma altitude de 3.950 msnm e ocupa uma área de 46km quadrados. É neste Salar que ficam as famosas Piedras Rojas e a Laguna Tuyacto, que foi a nossa primeira parada.

A Tuyacto tem uma água em um tom leitoso, devido ao sal. Em algumas épocas do ano, tem uma grande concentração de sal em volta e fica ainda mais bonita. Mas quando fomos, não tinha tanto. Por outro lado, o espelho d´água estava perfeito, refletindo as montanhas.

A Laguna Tuyacto fica a alguns quilômetros das Piedras Rojas para onde fomos em seguida. Durante o trajeto, o nosso guia, Dani, nos explicou com detalhes a formação geológica desta região e o porquê da cor vermelho intenso das pedras, que é devido a grande concentração de ferro, oriunda de lava vulcânica. Dani, aliás, é um excelente guia. Super divertido e com explicações muito embasadas. Além de sempre ajudar, fazendo ótimas fotos! =)

Piedras Rojas
Piedras Rojas

Como a Ayllu é especializada em atender brasileiros e o grupo era quase todo de brasileiros (exceto por Julie, que é alemã, mas fala português), a explicação foi toda em portunhol. Dani entende muito bem português, então, nos comunicamos todos assim. Toda a explicação é feita no trajeto de carro para que a gente possa passar o tempo fora, apreciando a paisagem e fazendo fotos. E também para não congelarmos!

Com o Gui, do Quero Viajar Mais, que estava no outro grupo
Com o Gui, do Quero Viajar Mais, que estava no outro grupo

Mais uma vez, digo e repito, vá preparado para o frio, que varia entre abaixo de zero a 10 graus e a ventania, que é muito forte em Piedras Rojas. Fizemos o passeio no final de maio e a temperatura estava abaixo de zero. Também evite tirar as luvas para fotografar para não ter “queimaduras de frio” nas mãos, o que aconteceu comigo.

Quando chegamos a Piedras Rojas, só tinha o nosso e outro grupo da agência no local, o que era muito bom porque podíamos fazer boas fotos. Os grupos da Ayllu são de no máximo 10 pessoas por carro, o que é ótimo porque podemos conhecer melhor as pessoas (o nosso grupo era bem bacana) e o guia consegue explicar tudo sem ser interrompido.

Piedras Rojas, Salar de Talar
Piedras Rojas, Salar de Talar

Enquanto tiramos fotos e contemplamos a paisagem (que é melhor descrita pelas fotos do que por palavras), a equipe da Ayllu prepara a estrutura para o café da manhã, de frente para uma das lagunas em Piedras Rojas. O café da manhã oferecido é bem completo, com frutas, pães, biscoitos, chá, café, nutella… e todo mundo vai se servindo à vontade. Acho que esse foi o lugar mais bonito que já tomei café da manhã na vida! Mas comemos rapidinho, pois o frio tava bem difícil de suportar.

Depois do café, fomos para as Lagunas Altiplánicas, e quando você pensa que a paisagem não pode ser tão bonita quanto a das Piedras Rojas, se surpreende com a beleza dessas lagoas.

As Lagunas Altiplánicas que visitamos, Miskanti e Miñiques, estão dentro da Reserva Nacional Los Flamencos. E a entrada de $ 3.000 CLP por pessoa (maio de 2017) é paga a parte.

Laguna Miskanti
Laguna Miskanti

A primeira lagoa, a Miskanti, é a maior e a mais bonita, na minha opinião. Com uma água bem azul e tranquila, rodeada pelo vulcão e cerro de mesmo nome e outras montanhas, que, no final de maio, estavam com um contraste muito bonito entre o branco da neve e a cor escura das formações rochosas, além do amarelo esverdeado da vegetação do Atacama. A lagoa tem um formato semelhante a um coração, que pode ser melhor percebido olhando no mapa: https://goo.gl/maps/hSzifaTzUvz.

Próximo a esta lagoa tem banheiros (ufa!) e também uma trilha para quem quiser caminhar mais em volta da lagoa, respeitando o limite marcado por pedras. Também nesta lagoa há flamingos (que vimos só de longe) e vicuñas.

Vicuña nas Lagunas Altiplânicas
Vicuña nas Lagunas Altiplânicas

De carro, fomos até a lagoa Miñiques, que fica ao lado da Miskanti, mas distante para ir caminhando. Aliás, as duas lagoas foram separadas por lava petrificada de uma erupção do vulcão Miñiques. Sim, como era de se esperar no Atacama, ao lado da lagoa Miñiques tem outro vulcão.

Laguna Miñiques
Laguna Miñiques

A Miñiques é bem menor que a Miskanti e o vulcão não estava com tanta neve como o outro, por isso, achei a primeira mais bonita. Mas as duas são lindas!

Na volta das Lagunas Altiplánicas, vimos ainda mais animais entre vicuñas e guanacos (difícil diferenciar um do outro) e também uma raposa (zorro culpeo), uma espécie típica dos países da América do Sul.

Raposa no deserto do Atacama
Raposa no deserto do Atacama

Ao longo do passeio, o sol vai começando a esquentar, e a altitude vai diminuindo, assim como os ventos. Então, dá para aproveitar a paisagem melhor e por mais tempo.

Vicuña na estrada e a dúvida de sempre do Atacama: é neve ou sal?
Vicuña na estrada e a dúvida de sempre do Atacama: é neve ou sal?

A última parada antes do almoço é no Trópico de Capricórnio, paralelo ao Sul da linha do Equador. Uma placa na Ruta CH- 23 marca o local onde passa a linha imaginária.

Com Fred e Julie no Trópico de Capricórnio
Com Fred e Julie no Trópico de Capricórnio

Voltamos a San Pedro de Atacama, por volta das 14h, para o almoço no restaurante da Ayllu. O almoço foi com buffet livre, também bem completo (tinha até feijoada!), inclusive, com bastante opção para mim, que sou vegetariana. E de bebida para acompanhar, tinha suco, refrigerante, vinho branco e tinto.

Almoço no restaurante da Ayllu
Almoço no restaurante da Ayllu

Um passeio perfeito do início ao fim! <3

Paisagem na estrada
Paisagem na estrada

Como é um passeio de meio período, algumas pessoas fazem dois passeios por dia. Mas acho bem cansativo, já que você terá acordado pelo menos umas 4h30 da manhã. Se quiser fazer isso, dê preferência a um tour que saia mais tarde possível pela tarde, também para ter uma margem de hora para um eventual atraso do primeiro passeio.

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O que levar

Como já mencionei várias vezes, faz um frio danado nesse passeio. Então, garanta que você estará bem agasalhado com calça e casaco (de preferência corta vento) e que esquentem bem, gorro, luvas, sapato fechado (de preferência bota, porque, geralmente, entra vento pelo tênis), cachecol e meias bem quentinhas. Eu usei várias camadas de cada coisa dessas e ainda sim, quase congelei! hehe

Vista-se em camadas porque assim você pode ir diminuindo as roupas durante o passeio
Vista-se em camadas porque assim você pode ir diminuindo as roupas durante o passeio

Mas, não se engane, mesmo com o frio, geralmente, o sol é muito forte no Atacama, então não esqueça o protetor solar e os óculos de sol. Leve também sua garrafinha de água.

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A Ayllu

Em San Pedro de Atacama tem uma infinidade de agências, por isso, é preciso escolher bem para o barato não sair caro. A Ayllu é uma agência com 15 anos de atuação no Atacama e tem focado no público brasileiro e também no conceito de luxo.

Vans da Ayllu e o nosso café da manhã em Piedras Rojas
Vans da Ayllu e o nosso café da manhã em Piedras Rojas

Por isso, os guias falam bem portunhol (não aquela coisa enrolada que não dá para entender), além da equipe de atendimento ser de brasileiros.

A agência oferece os principais passeios pelo Atacama sempre para grupos pequenos de, no máximo, 10 pessoas para deixar a experiência mais intimista e exclusiva. Aliás, uma curiosidade que eu sempre tive, Ayllu significa “comunidade ou grupo familiar”, no dialeto Kunza.

Além do tour das Lagunas Altiplánicas e Piedras Rojas, fizemos o passeio das Lagunas Escondidas com a Ayullu, que contarei como foi em um próximo post.

Ayllu Atacama

Calle Toconao #479, San Pedro de Atacama

http://www.aylluatacama.com.br/

contacto@ayllu.cl

+56 94021-2535 (Whatsapp)

Leia também:

Roteiro de 20 dias no Chile: Santiago, Pucón, Lagos Andinos, Isla de Chiloé e Atacama

Reserve sua hospedagem em San Pedro de Atacama

  • No Chile, nos mantivemos conectados com internet ilimitada do plano de dados da T-Mobile, com o chip enviado pela EasySim4u. Foi muito útil durante a viagem de carro, pois podíamos carregar bem os mapas, procurar restaurantes próximos e até fazer reservas de hospedagem de última hora. O legal da EasySim4u é que eles enviam o chip para o seu endereço no Brasil e você chega no país conectado. O plano de dados deles funciona em até 140 países e com o mesmo chip, nos mantivemos conectados ainda na Argentina e Paraguai.

Veja os planos deles aqui.

  • O Chile não tem um sistema de saúde gratuito e o atendimento médico lá pode sair bem caro, portanto, é imprescindível fazer um seguro viagem para visitar o país.

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Chile: Roteiro de 2 dias na região dos Lagos Andinos (Puerto Varas, Frutillar, Cochamó)

Os Lagos Andinos estavam entre os 10 principais lugares do mundo da minha Bucket List e, finalmente, consegui riscá-lo da lista (não completamente porque ainda quero voltar! =P), este ano, em nossa viagem de 20 dias pelo Chile. Fizemos um roteiro de 2 dias de carro pelas cidades no entorno do  Lago Llanquihue: Puerto Varas, Frutillar, Puerto Octay e demos uma esticadinha até Cochamó, um lugar lindo que fica às margens de um fiorde no Pacífico.

Cochamó, Chile
Cochamó, Chile

A época que fomos, maio, não era a mais recomendada, pois era período de chuvas, e de tão nublado nem conseguimos ver o Vulcão Osorno, mesmo assim não tem como não se encantar com a região dos Lagos Andinos. O melhor período seria no verão (entre dezembro e março), que faz menos frio e tem menos chances de chuva.

A região dos Lagos Andinos pode ser um destino muito romântico, perfeito para lua de mel, mas também atende muito bem aos anseios de viajantes que buscam contato com a natureza e atividades de aventura. E dá para mochilar por lá também! =)  

Mas quem puder, recomendo alugar um carro, pois é muito mais prático, dá para conhecer muito mais em menos tempo e dependendo da quantidade de pessoas, fica mais barato do que fazer tours diários.

Nós fomos com o nosso “Peor es Nada” (Suzuky Alto 1.0), que alugamos para a nossa viagem de carro de 10 dias pelo Sul do Chile e conseguimos ir com ele até a base do Vulcão Osorno. Ou seja, dá para alugar o carro mais barato da locadora tranquilamente! =P

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Ilha de Chiloé (Chile): como chegar, onde ficar e o que fazer em 4 dias

Chiloé foi uma grata surpresa em nossa viagem para o Chile. O lugar ainda não faz parte do roteiro da maioria dos brasileiros que viaja ao país. Mas, acredito, que não vai demorar para isso mudar. A Ilha foi escolhida para as gravações no exterior da supersérie global “Os Dias Eram Assim”, que está no ar agora, e talvez este seja o empurrãozinho que faltava para os turistas brasileiros descobrirem de vez a Ilha de Chiloé, que parece mesmo cenário de filme ou novela.

Vista do ferry na chegada em Chiloé
Vista do ferry na chegada em Chiloé

A natureza foi generosa com Chiloé que é, na verdade, um arquipélago com mais de 30 ilhas, no mar do Pacífico sul do Chile, ao Norte da Patagônia. Além das praias e ilhas, Chiloé tem montanhas, lagos, fiordes e muitos animais, como leões marinhos, pinguins (entre setembro e março), gaivotas (na língua indígena Chiloé significa “lugar de gaivotas”), patos, cisnes de pescoço negro, flamingos, golfinhos e até baleias aparecem por lá, em algumas épocas do ano. E muuitas ovelhas, vacas e outros animais de pasto nos campos, que são muito verdes, devido ao clima úmido e chuvoso em boa parte do ano. Por tudo isso, as paisagens de Chiloé me lembraram demais a Irlanda.   

Ovelhas, pastando nos campos de Chiloé
Ovelhas, pastando nos campos de Chiloé

Mas o homem também fez a sua parte para deixar a ilha mais encantadora. Chiloé tem dezenas de igrejas construídas durante as missões jesuíticas, entre os séculos 17 e 18 e pelos franciscanos, no século 19, sendo que  16 delas foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela Unesco, no ano 2000.

Igreja de Tenaún, Chiloé
Igreja de Tenaún, Chiloé

As igrejas têm uma arquitetura muito peculiar, que alia os conhecimentos em construção, da época, dos europeus e dos indígenas da ilha, que por não conhecerem o metal, construíam encaixando as madeiras, sem precisar usar prego. Esses pedaços de madeira, chamados de tejuelas, são usados nas fachadas e nos tetos (que parece telhas ou, para mim, escamas de peixe) e protegem as construções da umidade. A madeira utilizada nas igrejas mais antigas, o alerce, também é bem resistente a umidade e ajudou a preservar as construções. No entanto, hoje em dia, está proibido o uso desta madeira, devido a ameaça de extinção da espécie.   

As casas da ilha, chamadas de casas chilotas, ainda são construídas em madeira, no mesmo estilo das igrejas, e a maioria são bem coloridas. Parecem ter saído de um livro infantil. <3

Chiloé é também cheia de mistérios e lendas, talvez pela influência indígena, ou por ser uma ilha de pescadores.

Chiloé
Chiloé

Mas os meus últimos argumentos para convencer vocês a irem de vez para Chiloé são: o custo da ilha é mais baixo do que o de outros destinos mais turísticos do Chile e o povo chilota me pareceu bem genuíno e gentil.

Convencidos? Agora, vou ajudá-los a planejar a viagem para lá com as dicas de como chegar, onde ficar, custos e nosso roteiro de 4 dias.

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Como chegar

Chiloé, administrativamente faz parte da região dos Lagos, a mesma de Puerto Montt e Puerto Varas, por exemplo. Por que falei que tinha sido uma surpresa na nossa viagem? Porque inicialmente a nossa ideia era conhecer os lagos andinos do lado chileno e, depois, o lado argentino, indo até Bariloche, Villa La Angostura, San Martín de los Andes. Só que como alugamos o carro em Santiago para descer até os lagos, o custo do seguro para cruzar para Argentina era de $ 159.000 por 25 dias e $ 199.000 por 60 dias, o que dobraria o custo da nossa viagem. Então, resolvemos focar a nossa viagem no Chile e escolhemos quase de última hora Chiloé. E acho que foi uma ótima decisão.

Estrada em Chiloé
Estrada em Chiloé

Por ser uma ilha, Chiloé tem várias possibilidades de chegada de barco. Mas o porto principal para quem vem da região dos Lagos ou de Santiago fica em Pargua, no final da Ruta 5 no continente (o final mesmo fica na ilha). No nosso roteiro de 10 dias de carro pelo Chile, nós encaixamos Chiloé entre Pucón e Puerto Varas.  

O ferry de Pargua até Chacao leva em torno de 30 minutos e custa  $ 12.200 (maio/2017) pelo carro, o trecho. A paisagem vista do barco é muito bonita, prepare a câmera. Do lado do continente, podemos ver a Cordilheira dos Andes e do lado da ilha, as praias, montanhas, faróis e construções em madeira. Na água, ou tomando um sol em bóias, vimos muito leões marinhos. Mas, se você tiver sorte pode ver também golfinhos e até baleias. E no céu, muitas gaivotas.

Leões marinhos, vistos do ferry
Leões marinhos, vistos do ferry

De Chacao até Castro, que é capital da província de Chiloé, e provavelmente onde você irá se hospedar é um longo caminho, de mais de 1h30 de carro. Por isso também, recomendo ir a Chiloé de carro, pois a ilha principal é bem grande, com uma área de 8.394 km² e 180 km de comprimento.

Aproveite o caminho até Castro para já ir visitando os lugares do seu primeiro dia de roteiro na ilha.

Chegada em Chiloé, vista do ferry
Chegada em Chiloé, vista do ferry

Para quem optar ir de ônibus,  pode pesquisar os destinos de origem, horários e valores aqui: https://www.recorrido.cl/es/bus/trans-chiloe-pasajes

Chiloé também recebe voos de outras cidades do Chile no aeroporto de  Mocopulli, em Castro.

Alugue um carro no Chile

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Castro é a capital da província de Chiloé e o lugar mais recomendado para se hospedar na ilha. A localização da cidade é bem central para visitar as demais atrações, tem mais oferta de hospedagem e de restaurantes, supermercados, bares, lojinhas. É também mais acessível para quem quer conhecer a ilha de transporte público.

Nós nos hospedamos em Castro no La Minga Hostel, da brasileira Camila Lisboa, do blog O Melhor Mês do Ano, à convite dela.  

Fred, eu, Camila e Julie na frente do La Minga Hostel
Fred, eu, Camila e Julie na frente do La Minga Hostel

O hostel fica em uma ótima localização em Castro, a poucos metros da Plaza de Armas e catedral e também muito próximo dos famosos palafitos de Gamboa. Restaurantes, cafés, bares e mercados também estão a uma curta caminhada do hostel.  

Nosso quarto de casal no La Minga Hostel
Nosso quarto de casal no La Minga Hostel

Ficamos hospedados 4 noites no La Minga, eu e Fred, em quarto privativo com cama de casal e Julie, em um quarto compartilhado. Ambos com banheiro compartilhado.

O quarto compartilhado de Julie, no La Minga Hostel
O quarto compartilhado de Julie, no La Minga Hostel

O hostel funciona em uma típica casa chilota de madeira, muito charmosa. Como está funcionando a menos de um ano, a estrutura do hostel, como camas, lockers, equipamentos da cozinha, sala de tv é toda novinha. A casa também passou por uma reforma e Camila também já tem planos de um dia aumentar o hostel. A casa também é bem aquecidinha por uma lareira modernosa, que não sei como se chama. =P

A Camila criou uma atmosfera no hostel que faz a gente se sentir realmente em casa, inclusive fazendo o papel de mãe e colocando ordem na casa, que tem lei do silêncio a partir da 00h até às 08h, o que achei ótimo porque podíamos ter uma noite tranquila de sono. Mas isso não significa que não tem diversão no hostel, muito pelo contrário, até meia noite está liberado karaokê (foi super animado na nossa primeira noite lá), assistir Netflix, tocar violão, brincar de jogos de tabuleiro e até tomar uns bons drinks. E depois quem quiser curtir mais à noite, pode ir em algum bar ou baladinha na cidade, podendo chegar a qualquer hora, pois ficamos com a chave da frente também.

Camis também ajuda muito aos hóspedes com dicas preciosas. Nós, por exemplo, fomos para Chiloé sem ter nem ideia do que fazer e ela foi nos ajudando a montar o roteiro e acabamos conhecendo bastante coisa em 4 dias. E vimos ela fazendo isso com todo mundo lá e se preocupando em saber como foi o dia de cada um.

O nome do La Minga, aliás, tem tudo a ver com a proposta do hostel e com a ilha. Segundo Camila explicou no blog, “Minga: é uma tradição precolombiana de trabalho comunitário ou coletivo voluntário com fins social ou de caráter recíproco. Em Chiloé, a Minga mais conhecida é a de tiradura onde, acreditem, casas INTEIRAS são movidas de um lado pra outro da ilha. Mar ou terra”. Ela me mostrou uma foto disso e é a coisa mais louca que já vi, queria muito ter visto ao vivo! hehe.

Nossa experiência no La Minga muito bacana e tenho certeza que fez toda a diferença na nossa estadia em Chiloé, por isso, recomendo o hostel, que também tem um ótimo custo benefício. A diária do La Minga inclui café da manhã, que é muito farto e completo para os padrões de hostel, com frutas, cereais, leite, café, pães, chá.  

Por ser épocas de chuvas e baixa temporada em Chiloé e também para Camila tirar um tempo para viajar, o hostel está fechado entre meados de junho até 1 de setembro.

 Quem quiser se hospedar no La Minga, pode fazer a reserva aqui: La Minga Hostel

Camila, muito obrigada por receber a gente tão bem! <3

E quem tiver curiosidade em saber como a Camila foi parar em Chiloé e abriu um hostel por lá, ela escreveu sobre isso aqui: http://www.omelhormesdoano.com/la-minga-hostel-no-chile/

Ela também escreveu sobre como conseguiu visto para viver no Chile neste post:

http://www.omelhormesdoano.com/trabalhar-no-chile-visto-chileno/

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Roteiro de 4 dias em Chiloé

Dia 1

Quemchi, Chiloé
Quemchi, Chiloé

Chegamos na Ilha de Chiloé, vindos de Pucón, que fica a 505km da ilha, incluindo o trecho de ferry.  Saímos de Pucón às 9h e chegamos às 13h50 em Pargua, onde pegamos o ferry para Chacao (Chiloé).

O trajeto de barco é bem bonito e leva em torno de 30 minutos. Prepare a câmera, pois as chances de ver animais, como leões marinhos e golfinhos são grandes. E com muita sorte, você pode ver baleia também. Quando estávamos no ferry, um dos tripulantes nos avisou que tinha uma baleia por perto mas, infelizmente, ela não deu as caras na superfície.

Igreja de Quemchi
Igreja de Quemchi

Como já comentei, a ilha de Chiloé é bem grande e entre Chacao e Castro são mais de 100 km. Então, aproveitamos o caminho para conhecer alguns vilarejos da ilha. No primeiro dia, fomos a Quemchi e Isla Aucar.

Isla Aucar, Quemchi
Isla Aucar, Quemchi

Quemchi é um das comunas da Ilha Grande de Chiloé. No centrinho da comuna tem uma igreja em madeira, bem colorida, em verde-amarelado e vermelho. Mas estava fechada na hora que visitamos.

Como já era por volta das 15h quando chegamos em Quemchi, aproveitamos para almoçar em um restaurante na Costanera (El Chejo) e tivemos uma refeição muito saborosa, bem servida e por um bom preço. Para quem gosta de peixe e frutos do mar, Chiloé é um ótimo lugar para comer.

Igreja da Isla Aucar e pássaro Quemchi
Igreja da Isla Aucar e pássaro Quemchi

Do outro lado da Costanera, podíamos ver uma pequena ilha, a Isla Aucar também faz parte da comuna de Quemchi. É uma ilha minúscula, onde é possível chegar caminhando por uma ponte de madeira. Chamada pelo escritor Francisco Coloane, nascido em Quemchi, de  “A Ilha das Almas Navegantes”, em Aucar tem uma capela com fachada de tejuelas, dedicada a Nossa Senhora de La Merced, um cemitério (onde, provavelmente, foram enterrados muitos pescadores, daí o nome “almas navegantes”) e um pequeno jardim botânico. É um dos lugares mais bonitos que vimos em Chiloé. Estivemos na ilha no fim da tarde e os raios do sol no mar deixou o lugar ainda mais especial.

Na caminhada da volta, vimos o pássaro “Quemchi”, que dá nome a comuna, pousado na ponte, sem se preocupar muito com a nossa presença. É uma ave bem bonita nas cores cinza, branco e laranja.

No caminho até Castro, paramos ainda para visitar a igreja de Quicaví, que também faz parte da comuna de Quemchi, mas fica em um povoado afastado do centro.

Igreja de Quicavi
Igreja de Quicavi

Quemchi tem uma das igrejas Patrimônio Mundial da Unesco, e a igreja de Santo Antonio de Colo, que fica no povoado de Colo e foi construída em 1890. Tentamos visitá-la também, mas como já era quase noite, acabamos perdendo a entrada e não encontramos mais. =( Mas recomendo para quem chegar mais cedo, fazer a visita.

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Roteiro Dia 2

Igreja e paisagens de Achao
Igreja e paisagens de Achao

Em nosso segundo dia, seguimos o “Circuito das Igrejas de Chiloé”, começando pela igreja de Achao. A igreja fica na ilha de Quinchao e para chegarmos lá, pegamos um ferry (2.500 CLP o trecho – maio/2017), mas o trajeto é bem curto.

A igreja dedicada a Santa Maria de Loreto de Achao foi construída em 1730 e é a mais antiga igreja do arquipélago que permanece de pé. É também a igreja em madeira mais antiga do Chile.  

O horário de visitas é de terça a sábado, das 11h às 15h e domingos das 12h às 15h. Pela importância histórica da igreja e por ser uma das maiores do arquipélago, vale a pena ir no horário em que a igreja está aberta.

Igreja de Quinchao
Igreja de Quinchao

Também na ilha de Quinchao estão mais duas igrejas Patrimônio da Unesco, a igreja de Quinchao e de Caguach.

A igreja de Nuestra Señora de Gracia de Quinchao chama atenção pelo seu tamanho enorme, comparado com o número de casas do vilarejo, que não deve chegar a dez. E o lugar de tão tranquilo, parece abandonado.

Além das igrejas, as paisagens de Quinchao são muito bonitas, com várias praias e campos com ovelhas. Na ilha tem alguns mirantes, de onde é possível ter belas panorâmicas de Quinchao e outras ilhas em volta.

Igreja de Dalcahue
Igreja de Dalcahue

Do outro lado de Quinchao, cruzando de ferry, está a comuna de Dalcahue. Na praça principal fica a igreja de Nuestra Señora de Los Dolores, que também está entre as 16 que são patrimônio da Unesco. Achei essa uma das igrejas mais bonitas. Como todas as outras, ela também foi construída em madeiras, mas tem o exterior pintado de branco e cinza. A praça onde está a igreja é também bem bonitinha, cercada de casas coloridas. Na rua de trás, tem uma casa super curiosa, construída no estilo chilota, mas propositadamente torta.

Casa torta de Dalcahue
Casa torta de Dalcahue

Deixamos para visitar Dalcahue a tarde para almoçarmos na Cocinería, uma espécie de mercado público, com vários quiosques de restaurantes. Por indicação de Camila, almoçamos no puesto 7.

Cocineria de Dalcahue
Cocineria de Dalcahue e eu tomando um café frio

A Cocineria de Dalcahue funciona em um prédio de madeira, no formato de um barco, com janelas redondas, que imitam escotilhas. O ideal é pegar uma mesa de frente para as janelas, preferencialmente em um posto onde possa ter vista para o mar.  Fred e Julie provaram o prato tradicional da ilha, o curanto, uma mistura de carnes com mariscos.

Praça de Dacalhue
Praça de Dacalhue

Outra dica da Camila é que na Cocinería não é permitido vender bebidas alcoólicas, mas com um jeitinho chilota você pode tomar um vinho para acompanhar o almoço. É só pedir café frio para vinho tinto e thé frio para vinho branco. A bebida é servida realmente em uma xícara.

Para fechar o segundo dia, fomos ver os famosos palafitos de Gamboa,que são construções em madeira dentro do mar. No caminho, ainda encontramos outros palafitos, que na maré cheia, estava com um espelho d´água muito bonito.

Palafitos em Chiloé
Palafitos em Chiloé

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Igreja San Francisco, em Castro
Igreja San Francisco, em Castro

Só no nosso terceiro em dia de Chiloé, conhecemos melhor Castro, a cidade onde estávamos hospedados e mais duas das igrejas Patrimônio da Humanidade, a Igreja de São Francisco e a igreja de Rilán.

A igreja de São Francisco foi construída entre 1910 e 1912, depois que o templo que precedia ela foi destruído em um incêndio em 1902. É uma das maiores do arquipélago e uma das poucas com duas torres. Tem um exterior bem colorido, pintado em amarelo, branco e roxo. O interior é todo em madeira também, porém na cor original, sem nenhuma pintura. Esta igreja também vale a pena ir quando está aberta.

A igreja fica na Plaza de Armas de Castro, onde tem também um anfiteatro feito de mosaico, também bem colorido, e a estátua da Pincoya, uma das criaturas da mitologia de Chiloé.

Interior da igreja de Castro, Pincoya e anfiteatro
Interior da igreja de Castro, Pincoya e anfiteatro

A Pincoya seria uma criatura marinha, com um corpo de mulher, cabelos loiros, muito bonita, vestida com “roupas de sargaço”. Segundo a lenda, ela aparece, dançando nas praias e de acordo com a dança, ela indica se a pesca será abundante ou escassa na temporada que se aproxima.

Ainda na comuna de Castro, na Península de Rilán, visitamos a igreja de mesmo nome, que também patrimônio da Unesco.

A igreja de Rilán tem como patrona  Nossa Senhora de Lourdes. Documentos históricos indicam que havia uma igreja de Rilán desde  1658, mas o prédio atual é contemporâneo da igreja de São Francisco e foi construída entre 1908 e 1920. A igreja tem fachada, teto e torres em cores azul e branca e laterais em tejuelas, em madeira sem pintura.

Cisnes de Pescoço Negro, na Península de Rilán
Cisnes de Pescoço Negro, na Península de Rilán

Na península de Rilán, passeamos um pouco pelo Senda Viejo, um caminho que leva uma praia,  que fica por trás da igreja, onde havia muitos cisnes do pescoço negro e também algumas ovelhas pastando.

Neste dia choveu muito, era início de tarde e não sabíamos mais o que fazer debaixo de tanta chuva, quando já estávamos voltando para Castro, encontramos uma placa indicando o “Marion´s Café Alemán”.

Marion´s Café Alemán
Marion´s Café Alemán

Como estávamos viajando com Julie, que é alemã e estava viajando há 7 meses pelo mundo, ela quis ir até o café, que além de tudo tinha o nome muito parecido com o do pai dela. Foi assim que descobrimos um dos lugares mais legais de Chiloé.

Vista da janela do Marion´s
Vista da janela do Marion´s

Seguimos as placas e chegamos a uma casa (em Chañihue, península de Rilán), que mais parecia a do conto de João e Maria ou uma casa de bonecas, de tão fofo, por fora e por dentro.  O café tem um cardápio com comidas típicas alemãs e kuchen (torta). Muitas tortas deliciosas.

Quando chegamos, a primeira coisa que Marion disse foi: “achei que ninguém fosse aparecer hoje!”

No dia seguinte seria Dia das Mães e ela estava preparando muitas tortas. Nós tivemos um almoço saboroso, com sobremesas ainda mais deliciosas.

O café funciona em uma fazenda que tem ovelhas, patos e até alpacas fofíneas, que Jörg, marido da Marion nos levou para conhecer. Para completar, o café tem uma bela vista para o mar e para a cidade de Castro (quando faz sol).

Alpacas e vista do Marion´s
Alpacas e vista do Marion´s

Nós gostamos tanto que ficamos umas lá por umas 3h, pois foi o melhor lugar para passar um dia de chuva em Chiloé.

Em dias de sol, também tem um passeio de barco que sai de Castro e leva até o Marion´s. Para saber os horários e fazer reservas para o passeio é preciso entrar em contato pelo telefone +56 9 8352 4342.

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Em nosso dia de despedida de Chiloé, aproveitamos o trajeto de Castro até Chacao, onde pegamos o ferry, para conhecermos um pouco mais o arquipélago. Por sorte, fazia um dia de sol lindo. Fizemos o check in cedo e fomos novamente nos Palafitos de Gamboa (foto em destaque), desta vez para fazer uma foto com sol.

Tenaún
Tenaún

Depois seguimos para igreja de Nuestra Señora del Patrocinio de Tenaún (foto da introdução do post), construída em 1845 e também Patrimônio da Unesco. Camila tinha dito que essa a igreja que ela achava mais bonita, por isso, deixamos para o final. E é realmente linda. No idioma huilliche, Tenaún significa “três montes” e, provavelmente, o nome da igreja se deve as suas três torres, que atualmente, estão pintadas em azul e amarelo. A fachada está em branco e azul, e tem o desenho de duas estrelas.  

Interior da igreja de Tenaún
Interior da igreja de Tenaún

Por dentro da torre da igreja de Tenaún
Por dentro da torre da igreja de Tenaún

Quando chegamos, a igreja estava fechada, mas havia um aviso de que quem quisesse visitá-la era só chamar a responsável, uma senhora que morava na rua que fica em frente a igreja. Fomos chamá-la e pudemos visitar a Tenaún e subir até o topo da torre. Além da vista da cidadezinha e para a praia, o mais interessante em subir a torre estava em ver por dentro, a construção da igreja toda em madeira.

Pela visita, tivemos que dar apenas uma pequena contribuição, que a senhora colocou no baú de doações para a igreja.

Assim como a maioria dos vilarejos de Chiloé, Tenaún é bem pequena e tem pouquíssimas casas. O curioso é que a igreja fica em praça, como as demais, mas não está de frente para ela, mas sim, voltada para o mar.

Estátua de criatura folclórica na Plaza de Armas de Ancud
Estátua de criatura folclórica na Plaza de Armas de Ancud

A última cidade que visitamos foi Ancud. Visitamos a Catedral da cidade, que tem um estilo moderno bem diferente das igrejas tradicionais de Chiloé. Mas em frente a ela, fica a Plaza de Armas, com esculturas das principais criaturas do folclore da ilha, com suas explicações. É bem interessante para conhecer um pouco mais da cultura chilota.  

Também visitamos o Forte San Antonio (aberto das 09h às 21h), que tem entrada gratuita. A construção está quase toda em ruínas. Mas a vista compensa a ida até lá.

Almoçamos em um restaurante na Costanera e seguimos para Chacao, parando em algumas praias.

Forte San Antonio, em Ancud
Forte San Antonio, em Ancud

Praia de Ancud
Praia de Ancud

Nos despedimos de Chiloé com um grande arco-íris que vimos do ferry. E seguimos viagem para Puerto Varas, que fica a cerca de 85 km ao Norte.

Como falei, os nossos 4 dias em Chiloé foram suficientes para ver o imperdível, mas não conhecemos nem metade da Ilha Grande e muito menos do arquipélago todo.

Para quem tem a possibilidade de ficar mais tempo, Chiloé tem muito mais a oferecer, como trilhas no Parque Nacional e no Parque Tantauco, e o passeio para Las Pinguineras de Puñihuil para ver os pinguins que aparecem na ilha de novembro a março. Aliás, esta é a melhor época para ir a Chiloé, durante os meses de verão, onde o frio e as chuvas são mais amenos.

Fizemos todo esse roteiro de carro, mas boa parte dele é possível fazer também de transporte público. As passagens de ônibus em Chiloé custam entre $1.800 e 2.000 CLP.

Arco-íris na nossa despedida de Chiloé
Arco-íris na nossa despedida de Chiloé

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Chile: roteiro de 2 dias em Pucón

Nossa viagem de 10 dias de carro pelo Sul do Chile começou por Pucón, que apesar de estar cercada por lagos,  faz parte da região administrativa de Araucanía, e está a 785km de Santiago. Pucón foi uma das cidades que mais me impressionou no Chile. Que lugar lindo e cheio de atrativos, especialmente, para quem gosta de natureza e aventura. Ficamos em Pucón por  3 noites e 2 dias completos, que foram suficientes para conhecer o imperdível, mas a cidade tem opções suficientes para até mais que cinco dias. Mas antes de compartilhar o nosso roteiro de 2 dias em Pucón, vou contar uma historinha sobre a nossa chegada para vocês não passarem a mesma vergonha que a gente! haha

Pucón fica no sopé do vulcão Villarica, um dos mais ativos do Chile. A última erupção do Villarica foi em março de 2015 (depois de 30 anos da erupção anterior) e mais de 3 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Disso eu sabia (mentira, a parte da erupção, pesquisei para escrever este post), mas…

Vulcão Villarrica visto do jardim do Hostal French Andes
Vulcão Villarrica visto do jardim do Hostal French Andes

Depois de quase 8 horas na estrada, chegamos a Pucón à noite, mortos de cansados e com fome. A estrada estava com muita neblina, mas de longe, eu conseguia ver o vulcão Villarrica com algo que parecia ser fogo saindo da cratera, mas nada muito nítido. Quanto mais nos aproximávamos da cidade, mais visível ficava o vulcão e o tal foguinho. Falei para Fred, mas ele não conseguia ver o mesmo que eu, pois estava dirigindo e o vulcão estava do meu lado da janela. Ele pensava que eu estava brincando. Julie seguia dormindo pelas últimas horas no banco de trás! hehe

Chegamos no hostel um pouco assustados (será que o vulcão ia entrar em erupção justo agora que tínhamos viajado 8 horas e estávamos muito cansados? Eu dormiria ali mesmo assim…). Entramos no hostel e fomos logo perguntando a recepcionista: o que está acontecendo com o vulcão que está soltando fogo? A recepcionista tomou um susto e saiu correndo para ver. Lá fora, ao olhar para o vulcão, ela disse: ah, isso? Isso é normal! É quase sempre assim.

Isso mesmo, o povo de Pucón vive tranquilamente na base de um vulcão…E, além do Villarrica, nos arredores de Pucón estão os vulcões Quetrupillan e Lanín (os 3 fazem parte da falha Villarrica e cruzam perpendicularmente a grande falha Liquiñe-Ofqui, formando um dos corredores mais importantes do cinturão de Fogo do Pacífico). Isso é que é viver perigosamente…

Passado o susto, nos demos conta da sorte que tivemos em ter uma visibilidade tão boa do vulcão, em uma época que normalmente é de chuvas (viajamos em maio de 2017). Era noite de lua cheia e o céu estava com uma visibilidade ótima. Aquela foi a única noite das 3 que tivemos uma vista tão nítida do vulcão. Foi nesta noite, que Fred fez a foto que abre o post do jardim do Hostal French Andes, que estava com uma fogueira acesa. Preparamos nosso jantar na cozinha do hostel, compramos um vinho e jantamos apreciando a vista. Tem como não se apaixonar por uma cidade assim?

Agora sim, vamos às dicas e roteiro:

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Como chegar

Como disse, chegamos a Pucón de carro, vindos de Santiago. É um longo trecho, de 785 km, mas quase todo pela Ruta 5, que é duplicada e está em ótimas condições. O problema é que a qualidade da estrada tem um custo. O de inúmeros pedágios! Foram 7 neste trecho, custando entre $ 2.300 e $2.500 CLP, totalizando 16.900 CLP.

Dê preferência para chegar na cidade ainda durante o dia, pois a estrada final tem muitas curvas e pode ter muita neblina também.

Se quiser aproveitar melhor o dia do viagem, uma sugestão é fazer uma uma parada no Cajón del Maipo. Essa era minha ideia inicial, mas acabei deixando para o último dia e no final não deu tempo.

Se você não for alugar carro, que será muito útil para aproveitar melhor para conhecer as atrações da cidade, que são quase todas no entorno, tem a opção de ir de ônibus. A viagem dura em média 11h15.

Faça a pesquisa aqui: https://www.busbud.com/pt/onibus-santiago-do-chile-pucon/r/66jcf4-63hbd1

Para quem quiser uma opção mais rápida, porém bem mais cara, Pucón tem também um pequeno aeroporto. Mas os voos não são regulares.

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Pucón é uma cidade muito preparada para o turismo, com muitas opções de hospedagem. Mas dê preferência para ficar próximo ao centro da cidade. Pois assim, você poderá fazer os passeios durante o dia nos arredores (com tour ou carro) e à noite, poderá ir a restaurantes, bares, lojas e supermercados, caminhando. Assim não tem problema se quiser tomar um vinho, por exemplo! =)

Em Pucón, nós ficamos em um dos melhores hostels da nossa viagem pelo Chile e até um dos melhores hostels que já me hospedei na vida.

Nós ficamos no  Hostal French Andes, que tem duas unidades. Nas duas primeiras noites, nós ficamos em um quarto privativo, com banheiro na segunda unidade (que tinha o jardim com a vista para o vulcão).

O hostel é muito organizado. Os quartos são limpos, espaçosos e bem equipados (nosso quarto tinha até um mini jardim). A cozinha também é muito bem equipada e tem todo tipo de utensílio necessário.

Julie ficou num quarto chamado de capsúla, apertadinho, mas que ela podia ficar sozinha. Ela adorou, ainda mais porque este quarto tinha uma clarabóia, que dava para dormir vendo as estrelas.

Na nossa última noite, eu e Fred, tivemos que mudar de quarto (porque inicialmente só tínhamos reservado 2 noites) e ficamos em um quarto maravilhoso, enorme, com vista para o vulcão, banheiro e até cozinha privativa. Infelizmente, nesse dia, o tempo fechou e ficou muito nublado e só tivemos vista pela manhã. Mas no dia que voltar a Pucón, quero voltar ao Hostal French Andes e ficar neste quarto!!!

Nosso primeiro quarto no Hostal French Andes
Nosso primeiro quarto no Hostal French Andes

Nosso primeiro quarto no Hostal French Andes
Nosso primeiro quarto no Hostal French Andes

Nosso segundo quarto no Hostal French Andes
Nosso segundo quarto no Hostal French Andes

Nosso segundo quarto no Hostal French Andes
Nosso segundo quarto no Hostal French Andes, com vista para o vulcão

Reserve sua hospedagem em Pucón

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O clima do nosso primeiro dia em Pucón, estava maravilhoso, com muito sol e não fazia tanto frio.

Começamos o dia passeando pelo centrinho da cidade, começando pela Plaza de Armas, que é muito bonita e organizada. Sugiro que passe no centro de informações turísticas para pegar um mapa da cidade e receber algumas informações importantes.

Plaza de Armas de Pucón
Plaza de Armas de Pucón

Depois da praça, fomos visitar algumas agências para saber quanto custava subir o vulcão Villarica e agendar a nossa escalada. Mas aquele dia era o único com bom tempo na semana e não teriam passeios pelos próximos dias. Como as agências saem muito cedo, não tínhamos mais como fazer o passeio naquele dia.

Com Julie no vulcão Villarrica
Com Julie no vulcão Villarrica

Então, o funcionário de uma das agências nos explicou que podíamos ir de carro até a base do vulcão. Só seguir para a estação de esqui.

Como já contei em outros posts, nosso carro era um “Peor es Nada”, um  Suzuki Alto, que desconfio que não era nem 1.0! hehe Mas ainda sim, conseguimos chegar até a base do vulcão Villarrica. A estrada, é claro, é toda de subida e com muitas curvas e alguns trechos estavam ruins, mas se deu para chegar com o “Peor es Nada” dá para chegar com qualquer carro. Porém, não sei como fica em períodos de neve.

Julie, Fred e eu no "Peor es Nada", nosso carro, de frente ao vulcão Villarrica
Julie, Fred e eu no “Peor es Nada”, nosso carro, de frente ao vulcão Villarrica

O vulcão Villarrica é coberto por neve o ano todo, o que muda é que quando é verão a neve fica mais no topo e a quantidade vai aumentando até que no inverno está coberto até a base toda, onde funciona a estação de esqui.

Como fomos em maio, ainda não era temporada de esqui e a neve quase chegava a base, mas não o suficiente que a gente pudesse chegar perto. Nós tentamos começar uma caminhada até onde tinha neve, mas fazia muuuuuito vento e como não tínhamos saído com roupa apropriada para neve, estávamos com muito frio.

Estação de esqui, vulcão Villarrica
Estação de esqui, vulcão Villarrica

Quando estávamos ainda na tentativa, iam descendo um casal do vulcão. Eles nos disseram que tinham contratado a agência para fazer a subida do Villarica, mas que só tinham conseguido chegar até a primeira base do teleférico. E que até onde tinha neve era umas 14h de caminhada.

Decidimos, então, que não era seguro subir sem guia e sem roupa apropriada e nos contentamos em fazer várias fotos no vulcão e também da vista panorâmica incrível para os lagos que se tem lá do alto. Como estava uma ventania muito forte e era baixa estação, o teleférico também não estava funcionando.

Para quem estiver planejando subir o vulcão, recomendo ir em uma época menos fria e com menos neve, preferencialmente, no verão. Também é preciso ter um certo preparo, pois são várias horas de subida e quanto mais neve, mas difícil a trilha. O Villarrica está a uma altitude de 2.847 m e tem uma proeminência de 1.575 m.

Também é um passeio bem caro, então, acredito que só vale a pena, se você tiver preparo para ir até o fim. Na época em que fomos (maio de 2017), o passeio custava entre $ 80.000 e 90.000 CLP, dependendo da negociação.

A Camila do blog Viaggiando tem um relato sobre sua experiência na subida do Villarrica: http://www.viaggiando.com.br/2012/07/subida-ao-vulcao-villarrica.html

Quem for a Pucón no inverno e planeja esquiar, pode conferir as informações no site da estação de esqui: http://www.skipucon.cl/

Depois de muitas fotos do vulcão e lagos, tomamos um chocolate quente (para mim), cerveja (para Fred), chá (pra Julie) para nos esquentar no El Castillo, um restaurante/café muito bonito que fica no início da subida para o vulcão. Vale a pena parar lá, na ida ou na volta.

Lagos de Pucón, vistos do Villarrica
Lagos de Pucón, vistos do Villarrica

Depois do vulcão Villarrica, pegamos o carro e fomos ao Salto Ojos de Caburgua, que fica em uma propriedade privada. A entrada custa apenas $ 1.000 CLP por pessoa (05/2017).  

Salto Ojos de Caburgua
Salto Ojos de Caburgua

Pucón tem inúmeras cachoeiras (saltos). O Ojos de Caburgua é uma delas, mas também um olho d´água. A água é bem cristalina, mas o horário que fomos já tinha muita sombra e a cor da água não realçava tão bem. Também as quedas d´água são bem baixinhas. Ainda assim, é um lugar bem bonito e, como a entrada custa menos de R$ 5, vale a pena. =)

Como quase todos os lugares em Pucón, a propriedade tem também uma vista para o vulcão. Escolhemos uma sombra debaixo de uma árvore (Julie, como boa europeia, ficou no sol) para fazer um lanche.

Do Ojos de Caburgua seguimos para o Lago Caburgua, onde estão as Playas Negra e Blanca. Os nomes se devem a cor da areia. A negra, com areia escura, e a blanca, com areia mais clara. Como fomos na baixa estação, no início do inverno, a praia estava deserta. Mas no verão, as praias de Pucón costumam ser bem movimentadas.

Playa Blanca
Playa Blanca

Fechamos o nosso primeiro dia de Pucón com o pôr do sol na Playa Grande, no Lago Villarrica, que fica a uma curta caminhada do centro de Pucón. Mesmo sendo baixa temporada, nesta praia, tinha bem mais pessoas, especialmente, porque é frequentada também pelos moradores da cidade. Dizem que no verão ela fica completamente lotada!

Pôr do sol, na Playa Grande
Pôr do sol, na Playa Grande

Durante o verão também há mais opções de atividades nas praias, como stand up paddle, caiaque…

Playa Grande, Pucón
Playa Grande, Pucón

Para noite, Pucón tem também várias opções de restaurantes e bares. Mas na baixa temporada, tudo estava bem tranquilo, sem badalações. Nós jantamos no  Mama e Tapas, que nos foi recomendado por uns amigos chilenos de Julie.

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Roteiro em Pucón – Dia 2

O nosso segundo e último dia em Pucón, fizemos a trilha no Parque Nacional Huerquehue (mais conhecido pelos brasileiros como huehue brbr! haha). Se eu tivesse que escolher uma única coisa para fazer em Pucón seria esta trilha.

Vista do mirante Parque Huerquehue
Vista do mirante Parque Huerquehue

O Parque fica a 36km do centro de Pucón, cerca de 1h de carro. Existe um ônibus que saem do Terminal de Buses Caburgua às 08h30, 13h00 e às 16h (durante todo o ano) e às 18h20 (em janeiro e fevereiro). E retorna ao centro às 09h30, 14h10, 17h10 h (durante todo el año) e às 19h30 (janeiro e fevereiro).

O parque funciona das 08h30 às 20h, na alta temporada, e das 08h30 às 18h, na baixa temporada. A entrada para estrangeiros custa $ 5.000 CLP, na alta temporada, e $2.500, na baixa.  

Para fazer a trilha principal completa, recomendo chegar bem cedo no parque. O parque tem várias trilhas, que vão desde nível fácil a difícil. Nós fizemos a trilha “Los Lagos”. A trilha completa tem 12km. E tem um tempo de ida de 3h30. O caminho é todo de subida, mas o nível é médio. Vimos até crianças fazendo.

Cachoeira no Parque Huerquehue
Cachoeira no Parque Huerquehue

Esta trilha passa pelo Lago Tinquilco, cachoeiras Nido de Águilas e Trufulco. Tem também dois mirantes com uma vista espetacular para o Lago Tinquilco e o vulcão Villarrica. O final da trilha é nos chamados lagos chicos (lagos Verde, Chico, Toro y Huerquehue).

Como chegamos muito tarde no parque, por volta das 12h não fizemos a trilha completa e fomos até o segundo mirante, sem fazer os lagos chicos. Mesmo assim, levamos umas 5h de trilha, incluindo, as paradas para as centenas de fotos e valeu muito a pena, pois as paisagens do parque são incríveis.

Lá no alto da floresta, onde estão os mirantes tem árvores araucárias gigantescas e centenárias.

Para quem for fazer a trilha, recomendo ir com sapatos apropriados (tênis ou botas de trilha), levar bastante água (mesmo no inverno) e comida (pois, durante a trilha, não tem onde comer).

Aproveita também para ir ao banheiro, sempre que tiver um, pois não são muitos.

Para quem quiser visitar o parque com mais calma e fazer as trilhas mais longas, no Huerquehue tem algumas opções de campings, chalés e hostel.

Mais informações sobre o parque, você encontra aqui: http://parque-huerquehue.blogspot.com.br/

Para fechar o último dia em Pucón e relaxar da caminhada, recomendo ir a uma das várias termais de Pucón.

Nós tivemos muita sorte, pois quando estávamos saindo do Parque Huerquehue , vimos duas meninas pedindo carona. As duas eram russas e uma delas falava português muito bem. Em pouco tempo, elas nos pediram para descer do carro e para gente dar carona a dois meninos que estavam um pouco mais na frente na estrada.

Eles eram chilenos, moravam em Pucón, e estavam hospedando elas pelo Couchsurfing. Como um deles tinha pressa porque ia receber uma encomenda para uma obra na casa dele, elas pediram para levar eles primeiro. No caminho fomos conversando e ele perguntou aonde pensávamos em ir depois dali, falamos que queríamos ir a uma termal. Foi então, que ele disse que trabalhava em uma e poderia nos dar cortesias! =)

A termal era a Termas Trancura, que é maravilhosa, que tem 14 piscinas de água 100% natural (segundo a placa do anúncio deles, outras termais esquentam a água artificialmente) que são descobertas, semi-cobertas ou fechadas, e uma vista incrível para o vulcão Villarrica. A entrada custa 10.000 CLP por pessoa. Eu até acredito em kharma, mas nunca tinha tido um retorno tão rápido! hehe

Nossos dias em Pucón foram muito bem aproveitados, mas foram suficientes só para deixar com vontade de voltar. Para quem tem mais tempo, Pucón oferece várias outras opções de passeios, como rafting no rio Trancura, várias trilhas e vulcões para escalar, cachoeiras, passeios a cavalo etc.

Pucón, I´ll be back! =)

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Viagem de carro no Chile – Dicas, Custos e Roteiro de 10 dias por Pucón, região dos Lagos e Isla de Chiloé

Nosso roteiro de 20 dias no Chile incluiu uma viagem de carro durante 10 dias, saindo e retornando a Santiago, que incluiu Pucón, região dos Lagos Andinos, Isla de Chiloé e uma parada de uma noite em Valdívia. Foram mais de 3 mil km de viagem por paisagens espetaculares. O Chile é um ótimo país para viajar de carro, seguro e com uma boa infra-estrutura.

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Andes Panorâmico – Tour para Farellones e Valle Nevado fora da temporada de esqui

Muitos brasileiros quando decidem viajar para o Chile pensam em neve e esqui. Acontece que a temporada de esqui é curta, geralmente, dura em torno de 2 meses (entre meados de junho agosto mais ou menos. Este ano, começou mais cedo, em maio). Então para quem viaja fora desse período, vale a pena conhecer o Valle Nevado e/ou outras estações de esqui? Na minha opinião, sim. A maioria das agências de Santiago oferece o chamado tour Andes Panorâmico, que inclui paradas nas estações Farellones e Valle Nevado.

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Bate-volta saindo de Santiago: Visita a Valparaíso e Viña del Mar por conta própria


Uma visita clássica nos arredores de Santiago do Chile é a casadinha Valparaíso e Viña del Mar, cidades litorâneas que ficam a, respectivamente, 116km e 122km da capital. No nosso post, Dicas práticas e roteiro de 4 a 6 dias em Santiago do Chile, sugerimos fazer um bate-volta por conta própria. Agora, vou explicar como chegar nessas duas cidades e o que fazer em cada uma delas.

Como chegar

Em Santiago existem duas opções de estações para pegar o ônibus para Valparaíso e/ou Viña del Mar: a estação Alameda (estação de metrô Universidad de Santiago) e a Estação Pajaritos. Normalmente, o ônibus sai da Alameda e, depois, para na Pajaritos.

Optamos por ir primeiro para Valparaíso e de lá seguir para Viña del Mar. Se você for fazer o bate-volta é recomendável sair bem cedo de Santiago e voltar o mais tarde possível, pois há muito o que fazer nas duas cidades.

Chegando em uma dessas duas estações, você, provavelmente, será abordado por vendedores de tour, dizendo que estão fazendo promoção, que vale muito mais a pena o passeio. Mas continue em direção ao guichê das empresas e procure o próximo ônibus.

Porém, se quiser economizar mais, comprando com antecedência, a passagem sai bem mais barata. Também sai mais barato comprar logo ida e volta (mesmo que seja ida Valparaíso e volta Viña del Mar, basta fazer a compra separada). Caímos no erro de comprar separado e paguei quase o dobro do preço na volta e ainda tivemos que esperar muito para embarcar. Também nos finais de semana, a passagem custa mais caro.

A companhia que tem vários horários para o trajeto é a Turbus, que dispõe de venda pela internet. A passagem custa a partir de $ 2.000 CLP. Comprando direto na estação, pagamos $ 3.300 CLP. Na estação, vimos que a Pullman Bus também faz o trecho, mas pelo site aparece como não disponível. E nós voltamos com a Condor, mas também não está com a opção de compra disponível pela internet.

A viagem de Santiago a Valparaíso dura entre 1h30 a 1h55, dependendo da estação em que você irá sair de Santiago. A viagem de Viña del Mar a Santiago leva em torno de 2h.

Para ir de Valparaíso a Viña del Mar basta pegar o ônibus convencional. O número depende do local onde você estiver, mas pode ser o 105, 601, 602, 603, 612, 704. Também há a opção de ir de metrô. Nós pegamos o ônibus 612, da La Sebastiana, em Valparaíso até Viña del Mar e custou $ 470 CLP para cada.

Para se deslocar entre os pontos turísticos de Valparaíso, você pode optar entre o transporte público ônibus ou metrô e também Uber.

Em Viña del Mar fizemos tudo a pé, mas alguns trechos foram bem longos, então, também dá para fazer do mesmo jeito de transporte público ou Uber.

Para fazer as contas se vale mais ir de conta própria ou tour, basta saber que, em Santiago, o tour mais barato que encontramos para Valparaíso e Viña del Mar saia por $ 32.000 CLP. Claro que incluía o transporte de ida e volta para as cidades, o transporte entre as atrações lá e o guia. Então, vai da opção de cada um.

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O que fazer em Valparaíso

Valparaíso vista de La Sebastiana
Valparaíso vista de La Sebastiana

Valparaíso é uma cidade portuária, mas cheia de arte e cultura. É conhecida por suas casas coloridas e murais de grafites. Desde 2003, o seu centro histórico foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

A cidade litorânea é cercada por morros, são 42 ao todo. Alguns deles, juntamente com o centro histórico, estão entre os principais atrativos da cidade, especialmente por seus mirantes. Os ascensores (elevadores) que levam até os cerros também fazem parte das atrações de Valparaíso.

Casa colorida em Valparaíso
Casa colorida em Valparaíso

Valpo tem forte influência de imigrantes vindos, principalmente, da Inglaterra, Alemanha e Itália e isto fica bem visível na arquitetura de alguns prédios antigos e casas.

Grafite de Neruda próximo a La Sebastiana
Grafite de Neruda próximo a La Sebastiana

A cidade está entre as maiores do Chile, com uma população 278 mil habitantes (Censo de 2002). A primeira vista, Valparaíso passa uma ideia de cidade bem desgastada, com prédios antigos e mal cuidados, mas depois você vai encontrando charme na cidade, com seu colorido e grafites.

Infelizmente, no dia que fizemos o bate-volta choveu torrencialmente e como os atrativos de Valparaíso ficam mais espalhados dos que os de Viña del Mar, priorizamos Viña.

Em Valpo, tivemos a chance de visitar apenas a “La Sebastiana”, a casa do prêmio Nobel de Literatura, Pablo Neruda.

Por isso, para quem quiser saber mais sobre o que fazer na cidade, recomendo o post da Camila Lisboa do blog O Melhor Mês do Ano:

http://www.omelhormesdoano.com/o-que-fazer-em-valparaiso/

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La Sebastiana, a casa de Neruda em Valparaíso

La Sebastiana
La Sebastiana

“Sinto o cansaço de Santiago. Quero em Valparaíso uma casinha para viver e escrever tranquilo. Tenho que impor algumas condições. Não pode ser muito em cima nem muito abaixo, deve ser solitária, mas não em excesso. Vizinhos, oxalá, invisíveis. Não deve ver-se nem escutar-se. Original, mas que não seja incômoda. Nem muito grande, nem muito pequena. Longe, mas próxima da movimentação. Independente, mas com comércio próximo. Além do mais, tem que ser muito barata. Acredita que pode encontrar uma casa assim em Valparaíso?”

Este foi o pedido que Pablo Neruda fez as suas amigas Sara Vial e Marie Martner para procurarem uma casa para ele em Valparaíso, em 1959.

A casa encontrada por elas fica no cerro Florida e tinha começado a ser construída pelo arquiteto espanhol Sebastião Collado, que havia morrido em 1949, antes de terminá-la.

Neruda decidiu comprar a casa e em 3 anos terminou de construí-la e lhe deu o nome de “La Sebastiana”, em homenagem ao antigo dono da casa. A inauguração foi em 1961, com uma grande festa. O escritor também fez um poema dedicado a casa, que está no livro “Plenos Poderes”.

Olhando pela mesma janela que inspirava Neruda
Olhando pela mesma janela que inspirava Neruda

Achei esta casa de Neruda ainda mais interessante do que “La Chascona”, em Santiago. Com 5 andares, é decorada com muitos mapas, objetos náuticos, pinturas, objetos que Neruda trazia de suas viagens, inclusive, um cavalo em madeira de um carrossel, que ele trouxe de Paris. Eu amo carrosseis e fiquei apaixonada por essa peça e fiquei pensando que viajante básico era Neruda. “Vou levar uma lembrancinha de Paris… ah! Pode ser esse cavalo do carrossel”. haha

Escotilha em La Sebastiana
Escotilha em La Sebastiana

O que também encanta na La Sebastiana são as vistas das janelas, que ocupam grande parte de todos os cômodos. Delas, Neruda podia fazer o mar e as casas coloridas de Valparaíso. Aliás, o escritor era um apaixonado pelo mar e deixa isso claro, em vários itens da casa, inclusive, uma das janelas é uma escotilha (as janelinhas circulares dos navios).

Pablo Neruda tinha o hábito de receber frequentemente os amigos para almoços e jantares na casa, por isso, tem cômodos bem aconchegantes para receber as visitas. E um bar bem pitoresco!

Durante o período da ditadura militar, que teve início em 1973, a casa sofreu vandalismo e só foi restaurada em 1991. Em 1992, foi aberta para visitação.

A visita a La Sebastiana é feita com sistema de áudio guia, que explica a história de cada cômodo e objetos. A opção em português também está disponível. O ingresso custa $ 7.000 CLP por pessoa e inclui o áudio guia. Estudantes com carteira internacional pagam $ 2.500 CLP. A visita leva em torno de 1h.

É possível chegar até a La Sebastiana de transporte público, com o ônibus 612 (a passagem custa $ 470 CLP.

Não são permitidas fotos dentro da casa, apenas fotos das janelas.

La Sebastiana

Endereço: Ferrari 692, Valparaíso.

Horário:

De março a dezembro, terça a domingo, das 10h às 18h

Janeiro e fevereiro, de terça a domingo, das 10h às 19h

Fechado às segundas-feiras

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O que fazer em Viña del Mar

Na metade do século 20, Valparaíso sofreu um declínio e muitas famílias ricas se mudaram para Viña del Mar. Apesar de serem vizinhas, Viña é bem diferente de Valparaíso. A cidade não seguiu a vocação portuária de Valparaíso e é um popular destino de férias dos chilenos.

Relógio de Flores de Viña del Mar
Relógio de Flores de Viña del Mar

Conhecida como “Cidade Jardim”, Viña é bem mais organiza que Valparaíso (não posso falar muito, pois não conheci bem Valparaíso, mas a impressão que tive foi essa). Cheia de jardins, bonitos hotéis, tem também castelos (sim, isso mesmo!), cassino e ruas repletas de restaurantes, bares e cafés. As praias de Viña del Mar são o grande atrativo para os chilenos, mas acredito que não seja o principal interesse dos brasileiros na cidade. Mas vale um passeio pela orla. Ou talvez, se for no verão, aproveitar um pouco mais.

Como disse, no dia do bate-volta chovia muito em Valparaíso e em Viña del Mar, mas com os guarda-chuvas que compramos logo quando descemos no terminal de ônibus, deu para conhecer nossos principais pontos de interesse em Viña só caminhando.

No Castelo Wulff, debaixo de chuva
No Castelo Wulff, debaixo de chuva

Descemos do ônibus, vindo de Valparaíso, próximo ao Relógio de Flores (Reloj de Flores), que fica em frente a Playa Caleta Abarca, desta praia tem uma bonita vista para Valparaíso. Dela, fomos caminhando pela avenida La Marina até chegar no Castelo Wulff, construído em estilo francês-alemão entre 1905 e 1906. O castelo foi construído pelo empresário Gustavo Wulff para ser sua residência, mas atualmente, pertence ao município e funciona como “Unidad de Patrimonio de la Municipalidad de Viña del Mar”. No caminho passamos em frente a outro castelo, o Ross, construído em 1912 para ser residência do político e empresário Gustavo Ross Santa Maria e, hoje, funciona como Club Unión Árabe.

Viña del Mar
Viña del Mar, Castelo Brunet lá no alto

Continuamos caminhando pela La Marina, margeando o rio, até chegar ao Cassino de Viña del Mar. Do lado direito é possível ver no alto, o Castelo Brunet, construído em 1923, também para ser uma residência. Parece que era modinha viver em castelos no início do século 20 em Viña del Mar! hehe O prédio hoje pertence aos Carabineros de Chile e funciona como um centro de eventos e espaço para receber visitas ilustres.

Já o Cassino de Viña del Mar pertence ao município. Foi construído em 1930, sendo o primeiro centro de jogos do país. O prédio é bem bonito por fora e por dentro, tem também bonitos jardins, um pequeno teatro, espaço de diversão para crianças, bar. A entrada é gratuita e vale a visita, mesmo que você não vá fazer nenhuma aposta. Para nós, foi uma boa escapada da chuva também! =)

A avenida em frente ao cassino se chama San Martin e está repleta de bares, restaurantes, cafés, lanchonetes. O díficil é escolher um. Encerramos nosso dia com um almoço, lá pelas 16h, no Kaiser, que tem uma comida muito saborosa e um delicioso pisco sour! =)

Outono em Viña del Mar
Outono em Viña del Mar

Depois fizemos uma longa caminhada (mas deveríamos ter pego um ônibus) até o terminal de ônibus de Viña del Mar e regressamos para Santiago já à noite.

Bem, isso foi o que deu para conhecer em meio dia, chuvoso. Mas em Viña del Mar tem muito mais o que visitar, como o Museu de Arqueologia e História Francisco Fonk, que tem ao lado da sua fachada o único Moai original, fora da Ilha de Páscoa. Morri de arrependimento por não termos ido até lá. =( Mas, na hora que chegamos em Viña, o museu já estava fechado e eu pensava que o Moai ficava dentro! kkkk Só escrevendo o post para vocês que descobri que é do lado de fora! =/

Viña tem ainda outras praias, museus, parques. Enfim, se você tiver mais tempo de viagem e tiver a sorte pegar um melhor tempo que nós, recomendo passar pelo menos uma noite em Viña del Mar ou Valparaíso para aproveitar melhor essas duas cidades.

Reserve sua hospedagem em Viña del Mar

Reserve sua hospedagem em Valparaíso

* No Chile, nos mantivemos conectados com internet ilimitada do plano de dados da T-Mobile, com o chip enviado pela EasySim4u. Foi muito útil, principalmente, durante nossa viagem de carro, pois podíamos carregar bem os mapas, procurar restaurantes próximos e até fazer reservas de hospedagem de última hora. O legal da EasySim4u é que eles enviam o chip para o seu endereço no Brasil e você chega no país conectado. O plano de dados deles funciona em até 140 países e com o mesmo chip, nos mantivemos conectados ainda na Argentina e Paraguai.

Veja os planos deles aqui.

* O Chile não tem um sistema de saúde gratuito e o atendimento médico lá pode sair bem caro, portanto, é imprescindível fazer um seguro viagem para visitar o país.

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Bate-volta a partir de Santiago: Visita à vinícola Concha y Toro com transporte público

O vinho é a minha bebida preferida, apesar de não entender muita coisa sobre o assunto, e gosto, especialmente, dos vinhos chilenos. Então, em Santiago do Chile não poderíamos perder a oportunidade de conhecer uma das vinícolas que ficam nos arredores. Escolhemos visitar uma das mais famosas, que é a Concha y Toro. Fizemos o bate-volta, a partir de Santiago, com transporte público. Foi super fácil e pagamos a metade do preço do que sairia se tivéssemos ido em um tour por uma agência.

Somente no Chile, a Concha y Toro possui 54 vinhedos, a empresa possui ainda vinhedos na Argentina e Estados Unidos. A vinícola nos arredores de Santiago, aberta à visitação turística, fica em Pirque, Região Metropolitana, a uns 30 km da capital.

Entrada da vinícola Concha y Toro
Entrada da vinícola Concha y Toro

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