Myanmar: Inle Lake e o balé dos pescadores

Myanmar é um país que não cansa de surpreender. E depois de ficarmos extasiados com Bagan, voltamos a pegar a estrada rumo a Nyaung-Shwe, uma das cidades ao redor do Inle Lake, no Leste de Myanmar. O lago de 100 km de extensão fica em meio as montanhas, a quase 900 m acima do nível do mar.

Ao longo do Lago Inle há centenas de vilarejos flutuantes, com casas construídas com bambu tecido, palha e madeira, erguidas sobre palafitas. Percorremos o Inle em um pequeno barco, com capacidade para quatro pessoas. O passeio saiu por 15 dólares, que poderia ter sido dividido entre 4 pessoas, mas fomos apenas nós dois. E levou quase todo o dia.

Pescadores dão fama ao Inle Lake
Pescadores dão fama ao Inle Lake

O que dá fama ao Inle Lake são os pescadores. No lago há 9 espécies de peixes que são encontradas apenas lá;  é relativamente raso, com profundidade média de 2 m, mas a água é coberta por juncos e plantas flutuantes. Para facilitar a visualização dos peixes, os pescadores têm estilo único, equilibrando uma perna na popa do barco e a outra ao redor do remo. Parece um balé. Continuar lendo Myanmar: Inle Lake e o balé dos pescadores


Myanmar pela primeira vez: dicas e o que você precisa saber

Myanmar foi para mim um dos países mais especiais entre os 20 da Volta ao Mundo. O país não estava em nossos planos iniciais. Tínhamos notícias de que viajar pelo país era difícil, inseguro, que não havia caixas eletrônicos para saque com cartões estrangeiros (ATMs) e que boa parte da internet era bloqueada. Mas depois de conversar com um amigo que havia visitado o país alguns meses antes, decidimos arriscar.

Demos entrada no visto em Bangkok, capital da Tailândia, e para consegui-lo tive que omitir minha condição de jornalista. A antiga Birmânia vive há mais de 50 anos sob comando do regime militar. E jornalistas definitivamente não são bem vindos em ditaduras, assim como advogados e ativistas sociais.

Informei que era estudante de língua portuguesa e no dia seguinte recebemos o visto. Dois dias depois, pegamos o voo para Yangon, a antiga capital do país. E até receber o carimbo da imigração estava com o coração apertado, pois mesmo com o visto em mãos, poderia ter sido barrada.   Mas ainda bem que não fui e pudemos viver os oito dias mais intensos de nossa Volta ao Mundo até agora.

Mas o que me fez amar tanto o país?  Continuar lendo Myanmar pela primeira vez: dicas e o que você precisa saber